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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

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publicado em 27/03/2017

Negociações avançam nas mesas temáticas, mas persistem resistências

Após a primeira rodada em 2017 das negociações nas mesas temáticas sobre Saúde no Trabalho (13/03), Prevenção de Conflitos (14/03), Igualdade de Oportunidades (20/03) e Segurança Bancária (24/03), houve avanços em alguns pontos de reivindicações apresentados pelos trabalhadores, mas em outros a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não mostrou disposição para negociar.
 
"São levadas para as mesas questões importantes e recorrentes, que afetam a qualidade de vida dos trabalhadores. O objetivo das mesas temáticas é buscar aprimorar o ambiente de trabalho, construindo propostas nas questões relevantes que são trazidas pela categoria, como saúde, segurança, igualdade de oportunidades", afirmou Aline Molina, presidenta da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP).
 
Saúde no trabalho
“A principal demanda da categoria é o adoecimento decorrente das metas abusivas. Uma questão de como o trabalho está organizado, como as metas são dimensionadas, qual a forma de cobrança e a pressão para o cumprimento dessas metas”, explicou Rosângela Lorenzetti, secretária de Saúde da FETEC-CUT/SP. Como está convencionado na cláusula 57 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria que a discussão sobre o tema deve ser feito entre as Comissões de Organização dos Empregados (COEs) com cada banco e esta reunião ocorre em maio, a Fenaban somente aceita discutir sobre o tema na mesa de Saúde do Trabalhador após a reunião com as COEs.
 
Sobre a avaliação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), a Fenaban apresentou uma proposta, mas os bancos querem limitar a avaliação a temas superficiais. Os sindicalistas querem incluir as causas do adoecimento, as condições e o local de trabalho.
 
A reunião também tratou da demora ou falta de agendamento de exame de retorno ao trabalho dos bancários que recebem alta do INSS, o que tem feito com que o trabalhador deixe de receber o benefício do INSS e não volte a receber o salário porque não voltou ao trabalho. A Fenaban vai levar a questão aos bancos e agendará uma reunião específica para tratar do assunto.
 
Prevenção de conflitos (cláusula 58)
Os representantes da categoria apresentaram na reunião uma proposta para discussão e aprimoramento das políticas de prevenção de conflitos, estabelecimento participativo de metas e combate ao assédio moral, que nos últimos anos tem sofrido resistência por parte da Fenaban. Os bancos apresentam dados sobre o adoecimento da categoria, mas se recusam a estratificá-los por problemas mais recorrentes e não estão dispostos a abrir as informações.
 
“O principal papel desse instrumento e dessa mesa é subsidiar a formulação de políticas de prevenção. A cláusula 58, completou seis anos. Faz três anos que apresentamos propostas de aprimoramento e até agora nada. Ao se negar a estratificar os dados, os bancos dificultam ainda mais a elaboração de políticas adequadas para cada uma das causas dos problemas”, explicou a secretária de Saúde da FETEC-CUT/SP.
 
Igualdade de oportunidades
Gênero, identidade de gênero e visibilidade LGBT foram os principais temas abordados durante a primeira reunião da mesa temática de Igualdade de Oportunidades. A Fenaban apresentou dados que apontam melhoras na ascensão da mulher aos cargos dentro do sistema financeiro. Em relação à identidade de gênero, a Fenaban disse que vai reconhecer a identidade social dos funcionários que tiverem o reconhecimento judicial.
 
“Começam a aparecer os resultados de nossas reuniões. Mas, ainda temos muito a avançar. Por exemplo, juntamente com a melhora na ascensão profissional, é preciso vir a melhora na valorização financeira. As mulheres continuam ganhando menos do que os homens para exercerem as mesmas funções. Com relação ao uso da identidade social, o trabalhador continua precisando buscar a Justiça para ter esse direito”, alertou Crislaine Bertazzi, secretária de Políticas sociais da FETEC-CUT/SP.
 
Segurança bancária
“A negociação foi produtiva. A Fenaban vai levar para os bancos nossas propostas sobre a manutenção da vigilância em agências alvos de explosão durante o período de contingenciamento do atendimento; a colocação de um vigilante extra para fazer a detecção de metal com equipamento portátil quando as portas de segurança das agências apresentarem defeito; e a ampliação da proteção aos bancários vítimas de sequestro ou de extorsão mediante sequestro, com possibilidade de realocação para outra agência ou posto de atendimento bancário”, disse Valdir Machado de Oliveira, secretário de Relações Sindicais e representante da FETEC-CUT/SP na mesa de Segurança Bancária. O dirigente acrescentou, ainda, que este último ponto está previsto na clausula 33-C da CCT.
 
Durante o encontro, a Fenaban apresentou as estatísticas de assaltos a bancos de 2016, levantada pelas entidades. Os bancários questionaram os números, que são divergentes dos da pesquisa de ataque a bancos do Dieese. O assunto também estará na pauta da próxima reunião.
 
Próximas reuniões:
8 de maio, Comissão Bipartite de Saúde do Trabalhador
 
12 de maio, Comissão Bipartite de Segurança Bancária
 
15 de maio, Comissão Bipartite de Igualdade de Oportunidades
 
17 de maio, Acompanhamento da Cláusula de Prevenção de Conflitos

  Fonte: FETEC/SP
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