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domingo, 17 de novembro de 2019

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publicado em 22/02/2017

LER/Dort é questão de saúde pública mundial

28 de fevereiro é o Dia Internacional de Combate às Lesões por Esforços Repetitivos (LER), ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Infelizmente, são enfermidades que acometem os trabalhadores diariamente, porém, somente no ano 2000 a doença profissional foi pela primeira vez considerada uma questão de saúde pública mundial.

Os bancários são vítimas das LER/Dort, que tem como principais sintomas as dores nas mãos, punhos, antebraços, cotovelos, ombros e pescoço. Se não tratados podem desencadear sérios problemas à saúde física e mental. Tudo isso ocorre pelas cobranças no aumento da produtividade. Com redução do quadro de funcionários é comum a pressão pelo cumprimento de metas. Os bancários são obrigados a realizar atividades operacionais com posturas incomodas por longos períodos, além de movimentos repetitivos e rápidos.

“A prevenção deveria ser prioridade para a LER/Dort que atinge grande parte da categoria. Além de cuidados com a ergonomia é importante também que se tenham políticas nacionais para preveni-la. Com a ameaça de retirada de direitos que tramita no Congresso, pode-se agravar ainda mais os problemas com a saúde dos trabalhadores”, afirmou Aline Molina, presidenta da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP).

É importante saber que em todo e qualquer tipo de acidente no trabalho a empresa deve emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e que isso vale também para suspeitas de LER/Dort. “A emissão do documento é fundamental, pois somente com as notificações conseguimos identificar os locais com condições precárias de trabalho e assim, cobrar a responsabilidade das empresas”, reforçou Rosângela Lorenzetti, secretária de Saúde e Condições de Trabalho da FETEC-CUT/SP. No caso de dúvidas ou dificuldades, o trabalhador deve procurar ajuda no seu sindicato.
 
Dados alarmantes
O INSS registrou em 2015, cerca de 612,6 mil acidentes de trabalho no país. Entre os acidentes de maior incidência estão ferimento de mão e punho, e as doenças que mais afastaram os trabalhadores estão as lesões no ombro.
“No Brasil, essas estatísticas são prejudicadas devido às subnotificações e falta de divulgação de dados oficiais”, reforçou Rosângela.

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  Fonte: FETEC/SP
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