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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

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publicado em 23/11/2016

25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

Está cada vez mais evidente que a atual conjuntura política de nosso país é desfavorável aos interesses dos trabalhadores, à soberania nacional, ao desenvolvimento econômico e social e ao processo de combate a toda forma de preconceito e discriminação.
 
Os ataques aos direitos dos trabalhadores e aposentados, os cortes nos investimentos sociais e a extinção de ministérios e secretarias de combate ao racismo, à homofobia e à violência contra a mulher revelam um cenário que aponta para a elevação do preconceito e da desigualdade.
 
Desde 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o dia 25 de novembro como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres.
 
A data surgiu em decorrência do Dia Latino-americano de Não Violência Contra a Mulher, que foi criada durante o Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho de 1981, realizado em Bogotá, Colômbia, comemorado em 25 de novembro, em homenagem às irmãs Pátria, Maria Tereza e Minerva Maribal, que foram violentamente torturadas e assassinadas nesta mesma data, em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo. As irmãs eram conhecidas por "Las Mariposas" e lutavam por soluções para os diversos problemas sociais de seu país, a República Dominicana.
 
Por isso, em 25 de novembro, ocasião do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, a data será marcada por uma série de protestos que vão muito além do combate à violência contra a mulher, seja física, psicológica, simbólica, doméstica ou no trabalho.
 
Segundo o Dossiê Feminicídio, do Instituto Patrícia Galvão, que reúne dados, documentos, legislações e outras informações relacionadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, em 2010 o Brasil ocupava a sétima posição no ranking de assassinatos de mulheres, com uma taxa de 4,4 casos a cada 100 mil habitantes. Em 2013, essa taxa subiu para 4,8 a cada 100 mil habitantes, colocando o País na quinta posição.
 
Entre 1980 e 2013, 106.093 mulheres foram assassinadas no Brasil. A cada 11 minutos uma mulher é estuprada. Esse número, no entanto, é subnotificado e pode ser muito maior, pois a maioria delas tem medo de denunciar o agressor ou sente vergonha de ser submetida ao julgamento da sociedade, que tende a culpabilizar a mulher pela violência que sofreu.
 
O mapa da violência contra a mulher registra que, em 2015, 50,3% das mortes violentas foram cometidas por familiares, e 33,2% por parceiros ou ex-parceiros.
 
Para a diretora de Políticas Sociais da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP), Crislaine Bertazzi, É preciso lutar pela erradicação de todas as formas de violência de gênero e o combate à cultura do estupro disseminada pela mídia, estas são condições primordiais para a construção de uma sociedade justa e igualitária. "O tema feminicídio tem que ser amplamente debatido, pois a sociedade não pode se omitir. Acabar com a violência é responsabilidade de todos", explica a dirigente.
 
Violência Mercado de trabalho
 
No Brasil as mulheres ocupam 49% do total de postos de trabalho e recebem, em média, salários 24% menores que os dos homens. No ritmo de correção das distorções vai demorar 88 anos para que passem a receber salários iguais aos homens.
 
No setor bancário, segundo Dieese, mesmo sendo mais escolarizadas, as mulheres permanecem sendo discriminadas com remuneração, em média, 26,3% a menos que os homens.
 
“Este tipo de distorção também representam violência e precisa ser combatida, assim como a violência física e o assédio moral e sexual. É importante lutar pela paridade de gênero e avançar nas lutas contra a desigualdade salarial entre os gêneros, o enfrentamento da violência doméstica, igualdade de oportunidades na ascensão profissional e maior participação das mulheres nos espaços do poder”, conclui Crislaine.
 
Conheça seus direitos - Lei Maria da Penha
 
Em agosto de 2006, foi aprovada a Lei nº 11.340/06, que define em seu artigo 2° que toda mulher, independente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, escolaridade, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhes asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.
 
Agende-se
 
No Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher haverá um ato de celebração dos 30 anos da criação da Comissão da Questão da Mulher Trabalhadora da CUT. Saiba mais.
 
Data: 25 de novembro
Hora: a partir das 16h
Local: Auditório da CUT, na Rua Caetano Pinto, 575, no Brás, centro de São Paulo
Entrada gratuita.

  Fonte: FETEC-CUT/SP
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