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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

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publicado em 22/06/2016

FETEC-SP faz seminário para debater minuta da categoria bancária

A FETEC-CUT/SP realizou nesta terça-feira (21) um seminário sobre a minuta de reivindicações da categoria para aprimorar a capacitação de seus dirigentes. “Todos já conhecem a minuta, mas é importante que eles dominem cada uma de suas cláusulas e seus aditivos e até as questões específicas de cada banco. Assim, conseguimos agilizar os debates de pontos que já constam na minuta e sobra mais tempo para discutirmos detalhes das demandas dos bancários de nossas bases que precisam ser aperfeiçoadas”, explicou o diretor de Assuntos Jurídicos da FETEC-CUT/SP, Estanislau Fernando de Mattos, o Pança.
 
O seminário contou com a assessoria do advogado Ericson Crivelli, que traçou um panorama histórico da CCT Nacional dos bancários. “Desde 1958 os bancários reivindicavam a Convenção Coletiva Nacional. Foram necessários cerca de 30 anos para a construção de uma minuta nacional unificada e três para a construção da Convenção Coletiva Nacional”, disse o advogado.

Para Crivelli, a conjuntura de ataques aos direitos dos trabalhadores no qual vivemos atualmente é semelhante ao momento anterior ao Golpe de 1964. “Em 1963 a direita também tentava passar propostas restritivas aos direitos dos trabalhadores e a esquerda buscava avanços. A diferença é que, antes do golpe de 64 a direita não conseguia aprovar suas propostas. Os retrocessos vieram somente após o golpe”, disse.

MESA ÚNICA
Crivelli também falou sobre a importância da manutenção dos bancos públicos na mesa única de negociação e dos riscos existentes de eles deixarem de fazer parte dela. “A manutenção dos bancos públicos na mesa única garante o caráter nacional da Convenção Coletiva e fortalece a categoria. Antes do governo Lula, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) evocava pra si a responsabilidade da negociação por meio de dissídio”.
 
A Convenção Nacional se concentra nas questões centrais, comuns aos mais diversos bancos. “Isso garante uma pauta mínima de negociação. Questões específicas são tratadas pelas comissões de empregados de cada um dos bancos”, explicou Crivelli.
 
O diretor de Administração e Finanças da FETEC-CUT/SP, Roberto Rodrigues, reforçou esta posição. “A Convenção Coletiva Nacional é uma conquista importante dos bancários. Aprendemos no decorrer da história que somente com nossa ação sindical diária, esclarecendo os bancários de agência em agência conseguimos manter nossos direitos e avançar em novas conquistas. Juntos e esclarecidos somos mais fortes”, disse.
 
O seminário foi realizado na sede da FETEC-CUT/SP e faz parte da formação continuada dos diretores e representantes dos sindicatos filiados.

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