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sábado, 22 de fevereiro de 2020

Notícias

publicado em 10/02/2020

Diretoria da Caixa tenta impor “validação” para empregados manterem funções e lotação


A manhã de segunda-feira, 10/02, foi de caos e ansiedade nas agências da Caixa no estado de São Paulo, e não por causa da chuva que assolou diversos municípios. A direção da Caixa, em anúncio feito via streaming para toda a rede de agências, apresentou nova fase da “reestruturação”, que prevê movimentações e descomissionamentos para todos os empregados das agências e PAB’s, com exceção (neste momento) dos ocupantes das funções de Caixa, Tesoureiro e Avaliador de Penhor. Mesmo TBN’s que não oupam função gratificada podem ser transferidos.
Nesta etapa, o banco anunciou uma nova estrutura de funções para as unidades de ponta, prevendo a extinção das antigas. O atual ocupante de FG/CC deve manifestar interesse em permanecer na função equivalente, ainda a ser criada, em sua atual unidade ou em outra de seu interesse. Sua manutenção na função ou na unidade escolhida dependem, porém, de sua “validação” pela chefia da unidade. Caso não seja “validado”, o empregado sofre descomissionamento. Está previsto uma “repescagem” em 21/02.

Os procedimentos apresentados pelo banco estão repletos de problemas, e demonstram a ausência de planejamento da chamada “reestruturação”. Os prazos são muito curtos (o encerramento das manifestações pelos Gerentes Regionais está previsto para as 20 hs do dia 10/02; para as demais funções – exceto Gerentes Gerais – até 12/02, e para os Gerentes Gerais, dias 13 e 14/02); a metodologia de escolha prevê a aplicação do Score no PSI (procedimento não previsto na norma e que prejudica colegas oriundos das extintas SR’s), não é apresentada a quantidade de vagas disponíveis nas unidades e o slide que apresenta a tipologia de agências e dimensionamento de carteiras traz erros aritiméticos grosseiros.

Prova da falta de planejamento da empresa foi o fechamento de três SR’s no país (duas em São Paulo) há menos de 5 meses, e a aplicação do Revalida há cerca de 8 meses. Houvesse racionalidade por parte da direção, estes processos não seriam aplicados às vésperas de mudanças mais profundas, que tornam as decisões tomadas sem efeito. Nas palavras da própria direção, houve “sombreamento”. Outro contrassenso foi criar funções no Varejo, como a de GCN, que foram excluídas no modelo “proposto”. Houve investimento por parte da empresa e dos empregados, que a direção agora pretende jogar fora.

Além disso, faltam informações básicas, como atribuição de parte das novas funções e remuneração prevista. Não é detalhado, por exemplo, como seria definido o porte das agências com a nova tipologia. A direção da empresa quer empurrar os empregados a decidirem sem as mínimas condições avaliar adequadamente a situação.

Mobilização

Após o dia de luta, plenárias, reuniões, manifestações, e as articulações com ocupantes de cargos eletivos, está prevista nova manifestação, orientada para ocorrer nacionalmente, em 13/02. Antes, em 12/02, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), que representa os empregados da Caixa nas negociações com o banco, tem uma nova rodada da mesa permanente, pautando o tema.

  Fonte: FETEC-CUT/SP, com APCEF/SP
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