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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

EM CIMA DA HORA

publicado em 11/11/2016

Cortejo Afro homenageia Carolina de Jesus

Evento promovido pelo Sindicato em comemoração ao Dia da Consciência Negra percorre ruas do Centro na sexta-feira 18; escritora negra que retratou cotidiano em uma favela de São Paulo será lembrada
 
Pelo 16º ano seguido o Sindicato promove o Cortejo Afro. Este ano, o evento, que é comemorativo ao Dia da Consciência Negra (20 de novembro), escolhe como homenageada a escritora negra Carolina de Jesus.
 
O cortejo sairá pelas ruas do centro histórico no dia 18 de novembro, uma sexta-feira. A concentração é ao meio-dia, em frente à sede do Sindicato (Rua São Bento, 413, Centro). A caminhada será animada pelo grupo Afoxé da Tom, com o cantor Celso Mody, uma referência no Carnaval de São Paulo, e um grupo de balé afro. Todos estão convidados.
 
CAROLINA DE JESUS
Escritora negra e moradora da favela de Canindé, zona norte da capital paulista, Carolina de Jesus (1914-1977) ficou conhecida por retratar o cotidiano da comunidade pobre onde morava. Descoberta por acaso – pelo jornalista Audálio Dantas quando estava fazendo uma reportagem –, Carolina ficou rapidamente famosa quando seu livro Quarto de Despejo foi publicado, em 1960. Seguiram-se três edições, com um total de 100 mil exemplares vendidos, tradução para 13 idiomas e vendas em mais de 40 países. Apesar da fama, Carolina morreu pobre e esquecida, aos 62 anos.
 
Ela publicou em vida mais três livros: Casa de Alvenaria (1961), Pedaços de fome (1963) e Provérbios (1963). Outras obras foram publicadas após sua morte: Diário de Bitita (1982), Meu estranho diário (1996), Antologia pessoal (1996) e Onde Estaes Felicidade (2014).
 
Ainda há material inédito de Carolina, sendo organizado pela pesquisadora Raffaella Fernandez. Em 2014 foi lançado o Portal Biobibliográfico de Carolina Maria de Jesus (www.vidaporescrito.com) e, em 2015, foi lançado o livro Vida por Escrito - Guia do Acervo de Carolina Maria de Jesus, organizado por Sergio Barcellos.
 
20 DE NOVEMBRO
O Dia da Consciência Negra homenageia Zumbi dos Palmares, líder da luta dos escravos, morto em 20 de novembro de 1695. A data é comemorada desde 2003, mas só foi instituída em âmbito nacional em 2011, com a lei 12.519. É feriado em dezenas de municípios, inclusive em São Paulo e outras cidades do estado.
 
  Fonte: Seeb/SP
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