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domingo, 15 de dezembro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 21/10/2016

Impasse nas negociações do aditivo com Santander

Representantes do banco espanhol ainda não têm posicionamento sobre reivindicações dos trabalhadores que cobram melhorias no Programa Próprio de Remuneração Santander, reajuste nas bolsas de estudos e fim das metas abusivas.
 
Prosseguem sem avanços as negociações entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) com a direção do Santander sobre o acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
 
Na quinta 20, os negociadores do banco não trouxeram respostas às reivindicações dos trabalhadores, mesmo estando com a pauta desde maio. Afirmaram apenas que voltariam a analisar temas do documento. Não há data para nova rodada.
 
“Chegamos a um impasse, pois enquanto o banco não mostrar disposição de atender nossas propostas não renovaremos o acordo”, afirmou a coordenadora da COE, Maria Rosani.

Outro ponto também não atendido foi o pedido de que o parcelamento do adiantamento de férias, já concedido aos funcionários remanescentes do Banespa, seja extendido a todos os funcionários. "Além dos 30% que temos direito por Lei, nós, funcionários do antigo Banespa, recebemos um salário a mais quando saímos de férias e esse salário é descontado parceladamente. Queremos que os funcionários do Santander no Brasil também tenham esse direito", explicou o diretor de Bancos Privados da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP), Alberto Maranho.
 
Os dirigentes sindicais também reivindicam que os funcionários têm de receber valores maiores que em anos anteriores pelo Programa Próprio de Remuneração Santander (PPRS); que o valor das bolsas de estudos tem de ser reajustado e que as metas sejam factíveis e não sofram alterações de uma hora para outra.
 
Outro ponto considerado relevante pela COE é que o Santander volte a considerar os filhos com idade de 21 a 24 como dependente do funcionário no plano de saúde. De forma unilateral, o banco os enquadrou como agregados, obrigando muitos bancários a retirá-los do convênio médico devido ao alto custo financeiro.
 
“O Santander é o único entre os grandes bancos que tomou essa medida. Verdadeira punição aos bancários que têm filhos nessa idade, pois não conseguem arcar com essa despesa. Nossa reivindicação é que, comprovando que estão estudando e desempregados, prossigam na categoria de dependentes pelo convênio.”
 
APOSENTADOS COBRAM ABONO
Outro ponto da negociação foi a remuneração de cerca de 6 mil funcionários aposentados pelo Banespa. Esse grupo tem assegurado em acordo que os resultados das campanhas salariais sejam utilizados para corrigir os complementos de seus benefícios.
 
Para o acordo deste ano, os bancos – entre eles o Santander – propuseram o índice de 8% mais abono de R$ 3.500 para os salários. No entanto, o banco espanhol se nega a pagar o abono aos aposentados.
 
“O Santander usou o regulamento quando aplicou o reajuste zero dos funcionários da ativa aos aposentados no início dos anos 2000. Queremos que o Santander utilize esse mesmo regulamento agora, garantindo a equivalência salarial entre ativos e aposentados”, afirmou a secretária de Finanças do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Rita Berlofa, funcionária do Santander.
 
A dirigente reforça ainda que o movimento sindical está solidário aos aposentados. “Caso o Santander não dê o mesmo tratamento aos aposentados, estará configurado desrespeito a acordo. Fato que não vamos admitir”, ressalta.
 
Também participaram da negociação os representantes da Comissão Nacional dos Aposentados do Banespa (CNAB), Sérgio Zancopé, e da Associação dos Funcionários Aposentados do Banespa (Afabesp), Eros Almeida.
 
  Fonte: Seeb/SP, com edições da FETEC-CUT/SP
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