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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 19/10/2016

Trabalhadores querem criar frente em defesa dos serviços e empresas públicas

Ideia é intensificar as ações para informar a população e ganhar a adesão para a defesa do que é público; campanha “Se é público, é para todos” já foi lançada em 14 estados e no Congresso Nacional.

 

Intensificar a campanha “Se é público, é para todos” e reunir as 200 assinaturas necessárias para criação de uma Frente Parlamentar Mista em Defesa das Empresas e Serviços Públicos no próximo mês. Estas foram duas das metas definidas na terça-feira (18) durante o lançamento da campanha “Se é público, é para todos” no Congresso Nacional.

 

Participaram do encontro a coordenadora do comitê, Maria Rita Serrano, o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Ferreira, e os diretores da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Moraes, e da União Geral dos Trabalhadores, Willian Roberto Louzada, além do senador Paulo Paim (PT-RS). Durante pouco mais de duas horas, eles destacaram projetos do governo golpista que ameaçam as empresas e os serviços públicos, entre os quais a PEC 241, que limita os investimentos em setores fundamentais.

 

O debate foi acompanhado por representantes de diversas entidades e parlamentares, como as senadoras Fátima Bezerra (PT-RN), Regina Sousa (PT-PI), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e a deputada federal Erika Kokay (PT-DF). Transmitido ao vivo pela internet, teve milhares de visualizações. A ideia, agora, é que essa repercussão se estenda por várias instâncias da sociedade civil, desde associações de bairro até câmaras municipais, assembleias e o próprio Congresso, passando por entidades sindicais, associativas e sociais, como forma de informar a população e ganhar a adesão para a defesa do que é público.

 

“O que se valoriza hoje é a acumulação de capital, com um Estado mínimo distante das necessidades dos trabalhadores, porque o que é privado é para poucos que podem pagar, mas a grande maioria da sociedade depende de serviços e investimentos públicos. A mídia, por sua vez, age de forma falaciosa, como, por exemplo, quando divulga que o FGTS renderia mais nos bancos privados, quando essa taxa é fixada em lei. Sob gestão da Caixa, esse dinheiro vai para habitação popular e obras de infraestrutura, o que jamais ocorreria nos privados”, explica Rita Serrano.

 

O presidente da Fenae também lembrou o papel social da Caixa e a importância dos projetos desenvolvidos. “A Caixa é de todos, assim como o Brasil, e todos juntos somos maiores do que os ataques que agora sofremos”, destacou. A mensagem de união também foi destacada pelos representantes da FUP e da UGT. “Vão tentar desmoralizar nossas entidades (representativas dos trabalhadores), esse é o próximo passo do golpe em curso. Mas não podemos desanimar, vamos construir a unidade e resistência necessárias”, afirmou o diretor da FUP. “Temos que informar a população sobre esses ataques onde for possível, levar a discussão e propor essa resistência”, acrescentou o representante da UGT.

 

A luta contra o PLS 555 (estatuto das estatais), que resultou na criação do comitê e lançamento da campanha, também foi lembrada pelos presentes. O senador Paim, que participou das articulações no Congresso, possibilitando avanços no projeto que se tornou a lei 13.303/16, destacou ainda que os que votam contra a sociedade serão jogados no lixo da história, numa analogia aos que foram contrários à promulgação da Lei Áurea.

 

 

Fonte: Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas / Foto: Augusto Coelho
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