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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 03/10/2016

Greve cresce e já são quase 40 mil parados

Trabalhadores repudiam tentativa dos bancos de reduzir custo do trabalho impondo perdas à categoria e reforçam mobilização; Comando Nacional mantém disposição para negociar, mas cobra seriedade.
 
Categoria de luta, os bancários completaram nesta sexta-feira (30) o 25º de greve nacional. Além de centenas de agências de bancos públicos e privados, em São Paulo, Osasco e região ficaram fechados os centros administrativos Casa 1 e 3 e o Vila Santander; o CAT, o ITM e o prédio da Rua Fabia do Itaú; o Bradesco Telebanco Santa Cecília. Ao todo pararam 39 mil bancários de 848 locais de trabalho.
 
Desde que os bancos anunciaram a proposta de manutenção dos 7% para este ano, mais abono de R$ 3.500, e 0,5% de aumento real para 2017, a reação dos bancários nas redes sociais e nos locais de trabalho foi praticamente unânime: proposta ruim, greve continua.
 
A rejeição da proposta na mesa, pelo Comando Nacional, foi saudada pelos trabalhadores. Além de insistir no reajuste rebaixado em 2016 – eles reforçaram que não vão repor a inflação este ano –, a proposta não trazia avanço na manutenção dos empregos, reivindicações de saúde e condições de trabalho. Para VA, VR e auxílio-creche, o reajuste também seria de 7%, abaixo da inflação, quando esses itens subiram em média 14%.
 
“7% é absolutamente inaceitável até mesmo com um abono de 5 mil reais”, disse um bancário. “Tem que repor a inflação de 2016 também, não só ano que vem. E outra, não é só isso, cadê as propostas de melhores condições de trabalho, contratação de mais funcionários”, questionou outro.
 
FORTALEÇA A LUTA
A paralisação nacional chega a 28 dias nesta segunda-feira (5) porque os bancos estão tentando impor perdas aos bancários, em sintonia com a política de ataque aos direitos dos trabalhadores que o governo Temer tenta implementar. “A categoria bancária é uma das mais fortes do Brasil, organizada e serve de referência para outras campanhas salariais. Por isso, convocamos todos os bancários para aumentar a mobilização. Não vamos aceitar que os bancos se aliem ao governo para jogar o custo do ajuste fiscal aos trabalhadores das empresas públicas. A classe trabalhadora não vai pagar esse pato”, destaca a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva.
 
“Os bancos perderam a oportunidade de resolver a greve, em flagrante desrespeito aos seus funcionários, clientes e toda sociedade”, critica a dirigente. “O Comando Nacional dos Bancários se mantém a disposição para negociar com a Fenaban, mas queremos uma proposta decente. Enquanto isso, a greve continua.”
 
  Fonte: Seeb/SP, com edições da FETEC-CUT/SP
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