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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

EM CIMA DA HORA

publicado em 08/09/2016

Caixa: Gipes parada no terceiro dia de greve

Departamento localizado na Avenida Paulista, em São Paulo, é responsável pela gestão de pessoas na capital e interior do estado; trabalhadores não aceitarão retaliação por parte da direção do banco público.
 
São Paulo – A greve dos bancários segue forte no seu terceiro dia. Na quinta-feira 8, os trabalhadores da Gipes (Gestão de Pessoas São Paulo), departamento da Caixa Federal localizado na região da Avenida Paulista, cruzaram os braços. Além de diversas agências, também ocorreu paralisações na SR Ipiranga, SR Sé e na Giret Santana, todas com ampla participação dos empregados do banco público.
 
“A gestão de pessoas praticamente não existe. Hoje se faz uma gestão por resultados. Então, quem faz a gestão de pessoas é o mesmo pessoal que determina as metas de vendas em agências e faz a cobrança. A Gipes acaba fazendo um papel muito ruim, que é economizar para a Caixa na gestão de pessoas como, por exemplo, ao não emitir CAT e segurar a questão dos afastamentos”, relata o dirigente sindical e empregado da Caixa Renato Perez. “Muitos empregados afastados estão sendo chamados pelo médico do trabalho para reavaliar o atestado. Isso para não gerar custos previdenciários para o banco. Assim, a Caixa prejudica duplamente a saúde do trabalhador com a cobrança abusiva e, no momento em que ele adoece, não permite que se afaste para se tratar. Uma ilegalidade”, afirma.
 
“Estamos com atividades também na SR Ipiranga, SR Sé e Giret Santana. Isso marca muito do que é a nossa briga. Uma briga em defesa da Caixa 100% pública, pelo fortalecimento do seu papel como banco público e contra esses métodos privatistas de gestão, de redução da Caixa. Parar uma Giret completamente é um marco para a gente protestar contra a reestruturação, que reduz o papel da Caixa. Parar uma SR é mostrar que somos contra esses métodos privatistas, de cobrança por metas de venda de produtos, uma visão totalmente rentista”, acrescentou.
 
Metas – A questão da cobrança de metas na Caixa é um problema citado com frequência pelos empregados. “As metas são uma das maiores dificuldades que enfrentamos no banco. A pressão é constante e só tem aumentado. Muitos não aguentam e ficam doentes”, afirmou um bancário do banco público alocado em uma agência da região da Avenida Paulista.
 
“Agora, com todas essas notícias de que podem privatizar áreas da Caixa, a preocupação é que essa cobrança piore ainda mais. É importante que todos estejam unidos e que, além do reajuste, também cobremos que a Caixa continue inteira como um banco público”, completou outro bancário.
 
Intimidação – De acordo com Perez, o crescimento constante da mobilização dos empregados da Caixa na greve passa um recado claro para a direção do banco: os trabalhadores não aceitarão intimidações ou qualquer tipo de retaliação.
 
"Temos de lutar por nenhum direito a menos. A Caixa tem retirado direitos. São exemplos a extinção da função de caixa; a criação do caixa minuto, que trabalha sob demanda; a reestruturação, com a retirada de funções, o que significa redução de salário de diversos trabalhadores; e a questão da incorporação de função, que foi restringida no banco, o que faz com que o bancário tenha de procurar a Justiça para ter acesso ao direito dele, a irredutibilidade do salário. Fora isso, temos a questão da falta de empregados e a luta por mais contratações. Por isso, os bancários têm de manter a greve forte. Inclusive para que não exista retaliação. A direção do banco fez uma ameaça e nós vamos bater de frente. Qualquer ameaça de retaliação deve ser denunciada ao Sindicato”, enfatiza o dirigente.
 
Denuncie – O empregado, que se sentir intimidado ou sofre qualquer ameaça de retaliação por participar da greve, deve procurar o Sindicato.
 
Fonte: Seeb/SP
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