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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 22/11/2019

É arbitrária a impugnação do nome de Wagner Cabanal

Com total desrespeito à democracia e ao regulamento das eleições, a direção da Cabesp, apoiada pelo Santander, deu um golpe no processo eleitoral em andamento ao impugnar a candidatura de Wagner Cabanal para a diretoria administrativa da Caixa Beneficente.

“Nunca na história das nossas entidades houve tal ato de autoritarismo e interferência em eleições de representantes dos banespianos nas diretorias e outros colegiados, como o Conselho Fiscal”, comenta indignado o presidente da Afubesp, Camilo Fernandes. “Vamos até as últimas instâncias defender o direito do nosso candidato de concorrer”.

Impugnação é arbitrária

Depois de terminado o prazo de inscrições dos candidatos, o banco tentou impugnar a candidatura de Wagner Cabanal, alegando que ele não preenchia os requisitos básicos do cargo no banco.

Seria normal, não fosse o fato dele já ter exercido o cargo de diretor eleito na Cabesp e concorrer nas últimas sete eleições e nunca ter tido questionamento. E mais, seu cargo hoje é compatível com a exigência estatutária.

Diretoria atropela a Comissão Eleitoral e rasga o Estatuto da Cabesp

Em reunião no dia 12 de novembro, a Comissão Eleitoral analisou os quatro pedidos de impugnação (dois de funcionários da Cabesp e outros dois, sendo um integrante do Comitê Gestor do Plano II no Banesprev e outro do presidente do Conselho Fiscal do Banesprev e também membro do Conselho Fiscal da Cabesp, ambos indicados pelo banco, levando a crer que foram orquestrados por quem quer prejudicar a representação dos banespianos). Todos foram julgados improcedentes.

Dessa forma, a Comissão validou a inscrição justamente por conta da vasta documentação comprobatória de que Cabanal está apto a concorrer.

Porém, dois dias depois (fora do prazo determinado no regulamento), a diretoria da Cabesp mostrou todo seu autoritarismo ao apresentar um documento que impugna a candidatura de Cabanal e atropela a Comissão Eleitoral, que é soberana neste caso.

Para relembrar:

§ 3º – São atribuições da Comissão Eleitoral:
III. Julgar eventuais impugnações de candidatos inscritos;
IV. Elaborar edital de convocação das eleições, divulgando os nomes dos candidatos inscritos;
V. Receber pedidos de impugnação quanto à votação e apuração, apreciá-los e julgá-los;
VI. Homologar os resultados para as providências finais da Presidência da CABESP;
VII. Encerrar o processo eleitoral.

É golpe!

Na última quinta-feira, dia 21 de novembro, a Cabesp colocou em seu portal novos documentos relacionados à eleição já sem o nome de Wagner Cabanal. Ao desobedecer a relação dos candidatos disponibilizados pela Comissão Eleitoral nos termos do Art. 4.o do Regulamento das Eleições, a diretoria da Caixa Beneficente efetivou de vez o golpe.

Com tudo isso, ficam as perguntas:

– Do que a diretoria da Cabesp tem medo?

– Como pode uma pessoa que já concorreu inúmeras vezes ao cargo e já, inclusive, atuou no mesmo, ser impedido de se candidatar somente agora?

– Aliás, a própria gestão que o impede desta vez foi a responsável por autorizar sua candidatura na eleição passada. O que mudou?

Para a representação, a iniciativa demonstra que os interesses da diretoria são contrários aos dos banespianos. Não querem preservar a Cabesp, mas sim atender os anseios do Santander.

  Fonte: Afubesp
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