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terça-feira, 17 de setembro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 05/09/2019

Grito dos Excluídos de 2019 traz como lema a luta por justiça e direitos

Em São Paulo, atividade do dia 7 de setembro contará com a participação de movimentos sociais, da CUT e de sindicatos filiados

Em 2019, o Grito dos Excluídos completa 25 anos, trazendo como tema a “Vida em primeiro lugar”. Como lema, a atividade critica o atual sistema e aponta que a luta deve ser por justiça, direitos e liberdade.

O evento no dia 7 de setembro ocorre em todo o Brasil. Em São Paulo, haverá o tradicional ato organizado pela Central de Movimentos Populares (CMP), com apoio de entidades como a CUT São Paulo. A concentração terá início às 9h, na Praça Oswaldo Cruz, ponto inicial da Avenida Paulista. A manifestação seguirá pela Avenida Brigadeiro Luiz Antônio em direção ao Monumento às Bandeiras, ao lado do Parque do Ibirapuera.

Neste ano, uma das principais críticas se refere ao atual governo de Jair Bolsonaro (PSL) que representa, segundo o secretário de Mobilização da CUT-SP, João Batista Gomes, o ataque à soberania nacional.

“Esse desgoverno desmantela a nação, busca privatizar nossas estatais, ataca a Previdência pública e solidária, os direitos trabalhistas e dá carta branca para o desmatamento da Amazônia, numa explícita demonstração do alinhamento ao governo norte-americano de Trump e de que seu projeto tem como objetivo entregar todas as nossas riquezas”, avalia o dirigente.

O desrespeito deste governo não se dá apenas “pelo saque às riquezas” do Brasil, afirma a secretária de Políticas Sociais da CUT-SP, Kelly Domingos, mas também pela retirada de direitos e pela exclusão das políticas públicas.

“Em toda nossa trajetória de luta, conseguimos avançar na distribuição de renda e na criação de políticas públicas em diferentes áreas. Inegavelmente, isso ocorreu nos governos de Dilma e de Lula. Mas, sabemos que isso tudo incomodou aqueles que nos perseguem, que não gostam de pobre, de trabalhador, do povo negro, dos povos indígenas, enfim”, diz Kelly. 

“Agora, vemos Lula como preso político em um dos mais injustos processos sem prova, na operação Lava Jato que, como foi mostrado pelas conversas vazadas pelo The Intercept, não passa de uma palhaçada. Estamos assistindo ao completo desrespeito ao povo brasileiro. E por isso reforçamos a nossa luta por 'Lula Livre' mais do que nunca”, completa Gomes.

Outras cidades de São Paulo também terão atos no dia 7 de setembro. Confira (lista em atualização):

Araçatuba
9h – Praça da Independência, perto das agências bancárias da rua Marcílio Dias.

Campinas
9h – Concentração na Praça do Largo do Pará (Av. Francisco Glicério, esquina com Av. Aquidabá)

Jundiaí
15h - Celebração eucarística na Catedral Nossa Senhora do Desterro

Mogi das Cruzes
7h – Concentração na Comunidade Católica da Vila Industrial

São Vicente (litoral)
9h - Atividades diversas e às 15 h Concentração para caminhada no Jardim Irmã Dolores (Rua Salvador, 50).

São Carlos
8h - concentração no Terminal Rodoviário de São Carlos e panfletagens nos bairros Jockey Clube, Santa Felícia e Cidade Aracy I

Sobre o Grito

A primeira atividade do Grito dos Excluídos ocorreu em 1995, resultado da Segunda Semana Social Brasileira, promovida pela Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1994, Confira, abaixo, os lemas de cada ano.

1995: A Vida em primeiro lugar

1996: Trabalho e Terra para viver

1997: Queremos justiça e dignidade

1998: Aqui é o meu país

1999: Brasil: um filho teu não foge à luta

2000: Progresso e Vida Pátria sem Dívida$

2001: Por amor a essa Pátria Brasil

2002: Soberania não se negocia

2003: Tirem as mãos...Brasil é nosso chão

2004: Brasil: Mudança pra valer, o povo faz acontecer

2005: Brasil em nossas mãos a mudança

2006: Brasil: na força da indignação, sementes de transformação

2007: Isto não Vale: Queremos Participação no Destino da Nação

2008: Direitos e Participação Popular

2009: A força da transformação está na organização popular

2010: Onde estão nossos Direitos? Vamos às ruas para construir o projeto popular

2011: Pela vida grita a TERRA… Por direitos, todos nós!

2012: Queremos um Estado a Serviço da Nação, que garanta direitos a toda população

2013: Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular

2014: Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos

2015: Que país é este, que mata gente, que a mídia mente e nos consome?

2016: Este sistema é insuportável. Exclui, degrada, mata!

2017: Por direitos e democracia, a luta é todo dia

2018: Desigualdade gera violência: Basta de Privilégios

  Fonte: CUT/SP
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