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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

EM CIMA DA HORA

publicado em 31/08/2016

59% acham que a economia está pior do que há um ano

Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na semana passada mostra que 40% dos brasileiros e brasileiras acham que a situação econômica do Brasil está “muito pior” do que há 12 meses.

19% dos entrevistados dizem que a economia está “um pouco pior”, enquanto 30% afirmaram que a situação está igual. O julgamento de Dilma teve início em dezembro do ano passado, quando o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha aceitou a denúncia contra ela. De lá pra cá, confirma a pesquisa da CNI, a economia só fez desandar.

Dado alarmante trazido pela pesquisa é que 57% dos ouvidos pela CNI dizem ter alguém na família que perdeu o emprego nos últimos meses.

A pesquisa, chamada de “Retratos da Sociedade Brasileira”, destaca três consequências da crise sobre as famílias. 48% delas passaram a usar mais transporte público. 14% passaram suas crianças de escolas privadas para públicas. E 34% perderam seus planos de saúde, o que sinaliza sobrecarga do SUS.
 
Responsável pela pesquisa, Renato da Fonseca falou ao portal da CUT. Ele diz que a CNI acredita que serviços públicos de saúde, educação e transporte “devem ser oferecidos pelo Estado”. Afirma, porém, que a “gestão não é boa”. Fonseca concorda que a maior fatia dos gastos do governo refere-se ao pagamento de juros da dívida. Não vê, porém, necessidade de aumento de impostos.

O assessor da CNI concede que seria preciso rever o escalonamento da estrutura tributária. “Mas não adianta alguém achar que tem uma grande ideia. Isso deve ser debatido por todos”, comenta.

O acirramento da crise e o encolhimento do mercado de trabalho tendem a aumentar a procura por serviços públicos. No entanto, o governo interino avisa que vai intensificar cortes no financiamento das políticas públicas. “O que querem, ao divulgar esses dados, é pressionar pela oferta de mais serviços privados”, diz Leandro Horie, técnico da subseção do Dieese na CUT Nacional. Ou, ainda segundo Horie, dar suporte a maior corte de direitos trabalhistas.
 
Fonte: CUT/SP
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