EM CIMA DA HORA

publicado em - 13 de julho de 2017

Roda de conversa aborda história de luta e resistência da mulher negra

O dia 25 de julho é um marco na história de luta e resistência da mulher negra. É o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela.

Para celebrar, na próxima quinta-feira (13), a partir das 9h30, foi realizada roda de conversa no saguão da CUT, à Rua Caetano Pinto n° 575, bairro do Brás, centro paulistano. A atividade foi organizada pela Secretaria de Combate ao Racismo da CUT São Paulo.

O encontro discutiu o momento de resistência aos desmontes das políticas públicas e dos poucos direitos conquistados em séculos de luta e que, hoje, com o golpe que assola o Brasil, traz graves retrocessos com forte impacto na vida das mulheres, sobretudo das negras, afetadas com a exclusão social, discriminação e o preconceito.

Sobre Tereza de Benguela

Tereza de Benguela, ou “Rainha Tereza”, é um ícone da resistência negra no Brasil Colonial. Nascida no século XVIII, ela chefiou o Quilombo do Piolho ou Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso.

Comandada por Tereza de Benguela, a comunidade cresceu militar e economicamente, resistindo por quase duas décadas, o que incomodava o governo escravista. Após ataques das autoridades ao local, Benguela foi presa e se suicidou após se recusar a viver sob o regime de escravidão.

Sobre a data

A data foi instituída por meio da Lei nº 12.987/2014, sancionada pela Presidenta Dilma Rousseff,  e entrou em vigor no dia 2 de junho de 2014. A inspiração vem do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, marco internacional da luta e da resistência da mulher negra, criado em 25 de julho de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, na República Dominicana.
Fonte: CUT/SP
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