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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

EM CIMA DA HORA

publicado em 16/11/2016

Seminário reafirmará importância do que é público para a população e para o desenvolvimento do país

Desde que Temer assumiu a Presidência, outro projeto para o país está sendo colocado em prática, sem que os brasileiros o tenham escolhido nas urnas. Medidas neoliberais, como cortes de investimentos públicos e ataques ao patrimônio nacional, foram aprovadas pelo Congresso ou estão prontas para votar. Para discutir essas ameaças e organizar formas de resistência, o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, juntamente com o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, com a Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), promove o seminário Se é público, é para Todos, parte da campanha nacional com o mesmo nome. Será na quarta-feira (23), às 19h, na Quadra dos Bancários (Rua Tabatinguera, 192, Centro). A participação é gratuita e aberta a todos.
 
“As empresas públicas têm papel estratégico no desenvolvimento e soberania do país. BB e Caixa, por exemplo, desempenharam função importante no final de 2011 e em 2012, no sentido de combater os impactos da crise financeira mundial no Brasil. Naquela ocasião, os bancos privados retraíram os empréstimos e, diante disso, os públicos baixaram os juros para facilitar o acesso ao crédito e, assim, fomentar consumo, produção e geração de empregos. Isso não seria possível se eles tivessem sido privatizados nos anos 1990”, lembra a secretária-geral do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva.
 
A dirigente destaca que estamos vivendo um momento de graves ataques ao patrimônio nacional e que é preciso resistir. “Esse projeto de Estado mínimo do governo Temer não foi o escolhido nas últimas eleições presidenciais.”
 
Ivone cita a PEC 55, que congela investimentos da União por 20 anos e assim reduz serviços essenciais para a população como saúde e educação; a entrega da exploração do pré-sal às multinacionais, já aprovada pelo Congresso e aguardando sanção de Temer; e as constantes declarações da equipe de governo sobre vendas de ações e áreas dos bancos públicos. “Os bancários lembram bem de como era no governo FHC, quando BB e Caixa foram sucateados para justificar a venda. A categoria convivia com arrocho salarial e perda de direitos, que só foram reconquistados a partir de 2004. Não podemos retroceder a esses tempos”, reforça a dirigente.
 
Um dos palestrantes confirmados no seminário, o sociólogo Emir Sader resumiu em artigo as políticas de Temer: “O neoliberalismo quer transformar tudo em mercadoria: a educação, de um direito, se transformaria em mercadoria. Quem tem dinheiro compra, quem tem mais dinheiro, compra uma melhor. Na concepção neoliberal, tudo é mercadoria, tudo tem preço, tudo se vende, tudo se compra. Por isso eles combatem os direitos para todos”.
 
  Fonte: Seeb/SP, com edições da FETEC-CUT/SP
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