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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 22/06/2016

Sem gestão democrática, escolas públicas estão fadadas a preparar apenas para o mercado

Debate reúne especialistas, professores e alunos que participaram das ocupações para discutir modelo mais democrático de ensino.

São Paulo – Para abordar a relação das ocupações das escolas públicas por secundaristas e a falta de gestão democrática na rede de ensino do país, a ONG Ação Educativa promove hoje (22) o debate "Mobilizações estudantis e a democracia nas escolas". O evento faz parte da campanha "Fome por Educação" e vai reunir estudantes que participaram das ocupações, professores e especialistas em políticas públicas para o setor.

Com mais de 400 escolas e prédios públicos ocupados por estudantes secundaristas em diversos estados brasileiros, desde o ano passado, Ramon Szermeta, articulador da campanha "Fome de Educação", diz que essa estratégia é sempre o último recurso dos alunos contra a falta de disposição das autoridades em negociar.

Ele lembra que, no caso de São Paulo, foi a falta de diálogo em relação ao plano de reorganização escolar que desencadeou a onda de ocupações. "São a expressão viva da ausência de gestão democrática nas escolas e nos sistemas de educação", afirma Ramon, em entrevista à repórter Camila Salmazio, da Rádio Brasil Atual.

Para o integrante da Ação Educativa, Sem um modelo democrático, com mecanismos de participação de estudantes e da comunidade, que preze pela transparência de gestão, as escolas públicas estão fadadas a ser um espaço apenas para preparar o estudante para o mercado de trabalho.

"Se nós quisermos uma escola de qualidade, voltada para a formação cidadã e para os princípios democráticos, ou ela vai dialogar com essa nova realidade e, portanto, vai se tornar mais democrática, ou vai ser cada vez mais uma escola fadada a simplesmente reproduzir os valores dominantes ou a preparar apenas para o mercado de trabalho. É o que é a maioria das escolas", diz Szermeta.

Ele diz ainda para a implementação de uma gestão verdadeiramente democrática, o primeiro passo é estabelecer esse tipo de compromisso por parte dos governos e que a questão do financiamento da Educação, que parecia uma luta já superada e pacificada, volta à pauta, por conta da atual conjuntura política.

Mais informações em acaoeducativa.org.br

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