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domingo, 15 de setembro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 22/06/2016

Despotismo da GOE denunciado em protesto

No Vila Santander, Sindicato revela violência psicológica e injustiças praticadas pelo departamento de investigações internas; banco se compromete a marcar reunião para discutir métodos.

São Paulo – Contra as arbitrariedades, os desrespeitos, a tortura psicológica e as injustiças da Gerência de Ocorrências Especiais (GOE), o Sindicato realizou um protesto no Vila Santander na terça-feira 21. GOE é o departamento do banco espanhol responsável por apurar desvios de conduta, mas diversas denúncias de funcionários que foram interrogados pelos investigadores apontam para uma enxurrada de abusos durante os inquéritos.

O protesto deu resultado e ainda durante sua realização, representantes do Santander procuraram o Sindicato e sugeriram uma reunião sobre o assunto.

Os dirigentes sindicais denunciaram às centenas de bancários que chegavam para o trabalho as brutalidades praticadas pelo departamento. Também orientaram os que porventura enfrentarem os interrogatórios a não assinar qualquer documento de confissão, pois o banco se utiliza dessa prática para demitir por justa causa. O artigo 5º da Constituição Federal garante o direito de não produzir provas contra si mesmo.

“Queremos que o banco nos informe sobre casos de afastamento movidos pela GOE e os motivos; e que, principalmente, trate os trabalhadores de forma respeitosa nos inquéritos”, afirma André Bezerra, dirigente sindical e bancário do Santander. “Se o Santander em seu slogan, pergunta, ‘o que pode fazer por você hoje?’, nós respondemos que pode começar tratando seus funcionários com respeito e dignidade”, acrescenta.

As negociações para a renovação do Acordo Coletivo Aditivo, que garante direitos exclusivos aos bancários do Santander, também foram abordadas durante o ato.

Dirigentes sindicais distribuíram material (clique aqui) com as reivindicações e ressaltaram a importância de se acompanhar as negociações pelo site e pelaÂFolha Bancária.

“Afinal, tratam-se de reivindicações que afetam a vida de todos, como mudanças na AQO, extensão de convênio para dependentes, revisão das metas, dentre outras”, destaca André Bezerra (foto).


Rodolfo Wrolli – 21/6/2016

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