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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 28/10/2016

Cresce Rede de Comunicação Sindical da CUT São Paulo

Durante reunião, participantes também dialogaram sobre a PEC 241 e outras medidas do governo de ataque à classe trabalhadora.

Na quarta-feira (26), a Secretaria de Comunicação da CUT São Paulo realizou a terceira reunião com os integrantes da Rede de Comunicação Sindical, no centro da cidade. Desta vez, houve maior participação de categorias.

A Rede é uma iniciativa que reúne dirigentes, jornalistas e secretários de Comunicação dos sindicatos, federações e subsedes cutistas com o objetivo de fortalecer as estratégias de comunicação dos canais de informação sindical e foi criada em março deste ano pela CUT-SP.

No encontro, os participantes discutiram os impactos da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 – tramita no Senado como PEC 55 – que ameaça os direitos dos trabalhadores ao congelar por 20 anos os investimentos públicos em setores como saúde, educação e assistência, e pensaram ações conjuntas de fortalecimento da rede de comunicação sindical.

Presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, reforçou que o presidente biônico, Michel Temer, que hoje comanda o país leva o Brasil para o passado. “Os golpistas entregam às elites os diretos dos trabalhadores e querem dar fim às políticas de intervenção do Estado. É neste momento em que intensificamos a luta, mas sabendo que o trabalho para desconstruirmos a narrativa da grande mídia nos locais de trabalho e na sociedade é desafiador.”

Adriana Magalhães, secretária de Comunicação da CUT-SP, ressaltou a necessidade do trabalho conjunto entre os comunicadores dos sindicatos para a difusão de pautas que atingem todas as categorias. Segundo ela, essas reuniões servem “para pensar ações articuladas de produção e distribuição do conteúdo às bases dos sindicatos”.
Durante o encontro, os dirigentes apontaram o Dia Nacional de Greve, em 11 de novembro, e lembraram que em dezembro ocorrerão o Encontro Estadual de Comunicação, o Encontro Estadual de Comunicação e a Roda de Debate sobre o Samba, atividades organizadas pela CUT São Paulo.

Comunicação popular

Outro momento da reunião contou com a participação do coordenador da Rede Brasil Atual, Paulo Salvador, que discutiu o cenário de comunicação no país, permeado de parcialidade dos grandes veículos.
“O governo está tomando decisões que afetam a vida das pessoas e elas não sabem disso. A gente precisa fortalecer nossos canais, uma rede com democracia e diversidade, para chegar a mais pessoas”, disse.

Formação ampla

No encontro, a Secretaria de Comunicação da CUT São Paulo preparou também uma formação econômica sobre a conjuntura atual.

O economista do Dieese, Leandro Horie, falou sobre a Proposta de Emenda à Constituição 241, que passa a tramitar no Senado como PEC 55. Durante a palestra, ele comentou que nenhum país do mundo utiliza método semelhante de controle de gastos e, tampouco, impõe isso como norma constitucional.

Com esta PEC, em 20 anos, a saúde pode receber R$ 743 bilhões a menos e a educação, em 10 anos, pode receber R$ 32,2 bilhões a menos, segundo estudos feitos por técnicos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e da Câmara dos Deputados.
“Em primeiro lugar, o problema fiscal no Brasil se deve muito mais a uma queda de receita a partir de 2014 do que a uma gastança desenfreada como a mídia vende. Em segundo lugar, a taxa de juros no Brasil é muito alta e isso resulta no aumento da dívida. Ou seja, se faz economia, mas esta economia não cobre o que eu tenho que pagar de juros, então, a dívida aumenta ainda mais”, explica Horie, ao descontruir a tese do governo ilegítimo de Michel Temer.

Atualmente, de acordo com Constituição, 18% de tudo o que a União arrecada com impostos, exceto as contribuições, devem ser destinados à educação. Os governos estaduais tem como obrigação repassar 25% da arrecadação. E na saúde, o governo federal deve aplicar 13,2% (no mínimo) da Receita Corrente Líquida.

Hoje, pela Constituição, a União tem que destinar, pelo menos, 18% de tudo que arrecada com impostos, exceto as contribuições, à Educação e os governos estaduais devem repassar 25% da arrecadação. Na Saúde, em 2016, o governo federal tem de aplicar, no mínimo, 13,2% da Receita Corrente Líquida (RCL), número que poderá chegar a 15% em quatro anos. Mas se a PEC 55 for aprovada, isso deixa de existir, o que irá piorar a qualidade de serviços públicos do Brasil. 

  Fonte: CUT/SP
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