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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 20/10/2016

Rial aplica 'gestão da tesoura' no Santander

Para presidente do banco, prioridade é reduzir custos onde for possível, até no papel higiênico; gestão abala função social da instituição enquanto concessão pública e penaliza bancários.
 
São Paulo – A ordem do presidente do Santander no Brasil, Sérgio Rial, é cortar custos, pouco importando as consequências para bancários e clientes. Em comunicados frequentes, o banco espanhol anuncia onde ocorrerão os “cortes”. Até mesmo itens essenciais, como papel higiênico, são afetados pelas tesouradas. A redução de custos tão pouco garante a preservação do maior patrimônio da instituição: os bancários e seus empregos.
 
“Estão cortando tudo, desde água e café para funcionários e clientes, até fretados para centros administrativos e reembolsos de quilometragem para gerentes de relacionamento e até mesmo o papel higiênico. O banco também reduziu os serviços de limpeza, em agências e departamentos, e extinguiu a função dos vigilantes que cobriam o horário de almoço, fazendo com que vigilantes tenham que almoçar antes do local de trabalho abrir ou após o fechamento. Isso são só alguns exemplos desta gestão absurda, que afeta negativamente a vida de bancários, clientes e todos que prestam serviços para o Santander”, denuncia a diretora executiva do Sindicato e funcionária do banco, Maria Rosani.
 
De acordo com a dirigente, os cortes de custos contrastam com o enorme lucro do Santander, que faturou R$ 3,466 bilhões apenas nos primeiros seis meses do ano, crescimento de 4,8% em 12 meses e de 8,8% do primeiro para o segundo trimestre. Só com o que fatura com tarifas, receita que teve crescimento de 11,9% em 12 meses, o banco espanhol cobre 152% das suas despesas com pessoal.
 
“Não é de se espantar que nos meses de julho e agosto o Santander figure no segundo lugar entre as instituições financeiras com mais reclamações ao Banco Central. Com esta política de cortes, o banco não cumpre seu papel social como concessão pública e penaliza clientes e trabalhadores. Se quer cortar despesas, que tal mexer no reajuste de 30% concedido para os executivos, em 2016, ou cortar parte da verba de publicidade. Economizar com bancários e clientes não passa de uma economia burra”, conclui Rosani, reforçando ainda que o Sindicato vai continuar atuando para que o banco garanta boas condições de trabalho para todos os funcionários.
 
Planos odontológicos – Dentro da mesma lógica de redução de custos, recentemente o Santander mudou o plano odontológico dos funcionários, sem qualquer diálogo com os trabalhadores e o movimento sindical, gerando inúmeras reclamações. “Para os cargos com altos salários, os planos são ótimos. Já para a maioria dos funcionários, aqueles que garantem o lucro, sobram planos ruins e mudanças impostas de forma unilateral para cortar custos”, critica Rosani.
 
Fonte: Seeb/SP
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