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quinta-feira, 29 de setembro de 2022

EM CIMA DA HORA

publicado em 15/08/2022

Bancos não apresentam proposta sobre metas abusivas

Bancos se enquadram entre as empresas com maior risco de acidente de trabalho ou doença ocupacional no Brasil


O Comando Nacional dos Bancários debateu, nesta segunda (15), com a Fenaban, o estabelecimento de metas e as cobranças abusivas. 
Os banqueiros negaram que o alto  índice de adoecimento na categoria esteja relacionado a uma pressão abusiva por cumprimento de metas. 
Nos últimos cinco anos, o número de afastamentos nos bancos aumentou 26,2%, enquanto no geral a variação foi de 15,4%, ou seja, entre os bancários a variação foi 1,7 vezes maior. 

"Na consulta nacional com a categoria bancária, feita com mais de 35 mil trabalhadores,  77% dos trabalhadores relataram cansaço, fadiga e preocupação constante em função das metas abusivas; 44% com crises de ansiedade e pânico e 35,5% afirmaram que tomaram medicação controlada nos últimos 12 meses. Os casos de adoecimento entre os bancários viraram epidemia na categoria’’, destaca a presidenta do Seeb SP, Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional. 
 

Aline Molina, presidenta da FETEC CUT SP, lembra que os bancários são uma das categorias mais atingidas pelos transtornos mentais.  ‘’Infelizmente, a Fenaban insiste em dizer que nossa categoria não adoece em decorrência das metas. Mas sabemos que a pressão contínua em apresentar números é uma realidade das agências em todo o país. E sabemos também que não é nada saudável viver o tempo todo com medo de perder o emprego. Não há dúvidas de que as metas abusivas adoecem o trabalhador’’ 


Entre 2013 e 2020 a média de afastamentos na categoria bancária foi de mais de 20 mil por ano. Nos últimos cinco anos o número de afastamentos nos bancos aumentou 26,2%, enquanto no geral a variação foi de 15,4%, ou seja, entre os bancários a variação foi 1,7 vezes maior do que na média dos outros setores.

Categoria adoecida -  A categoria bancária tem peso de menos de 1% no emprego formal no Brasil, mas tem peso de 3% nos afastamentos acidentários (B91). 
 
• Consulta da Campanha Nacional de 2022 da categoria bancária:
77% relatam cansaço, fadiga e preocupação constante
54% relatam desmotivação, vontade de não ir trabalhar, medo de estourar
51% relatam dor ou formigamento nos braços, ombros ou mãos
44% crises de ansiedade e pânico
42% dificuldade em dormir
35,5% afirmam que tomaram medicação controlada nos últimos 12 meses
“Até o levantamento apresentado pelos bancos constata maior adoecimento mental e físico dos bancários na comparação com outras categorias. Precisamos acabar com os geradores do adoecimento que, sabemos, está ligado ao assédio moral e a cobrança abusiva de cumprimento de metas inatingíveis”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. “Mas, os bancos insistem que o adoecimento não tem origem na cobrança de metas”, diz.
 
Teletrabalho - Além do debate sobre metas, também houve acertos sobre a redação de cláusulas sobre o teletrabalho, que vem avançando desde a reunião passada. A Fenaban analisará as observações feitas pelo Comando Nacional dos Bancários e enviará uma nova proposta sobre o tema já considerando as observações do Comando.
 
Calendário - A próxima reunião acontece no dia 18/08. A data-base da categoria é dia 1º de setembro. 
? Entrega da minuta: 15/06
? Definição de calendário: 22/06
? Emprego e Terceirização: 27/06
? Igualdade de oportunidades: 06/07
? Cláusulas sociais e teletrabalho: 26/07 
? Cláusulas sociais e segurança: 28/07
? Saúde e condições de trabalho: 01/08
? Cláusulas Econômicas: 03/08 
? Cláusulas Econômicas: 11/08
? Cláusulas Econômicas: 18/08
  Fonte: seeb sp
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