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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 03/10/2016

Greve dos bancários, culpa é dos bancos

Em consonância com governo Temer, que prevê terceirizações e retirada de direitos trabalhistas e na aposentadoria, Fenaban desrespeita movimento sindical e emperra processo de negociação; a resposta da categoria continuará sendo paralisação. Participe da assembleia nesta segunda!
 
A greve dos bancários chega ao 28º dia nesta segunda-feira e a culpa é dos bancos que, mesmo com lucros bilionários – quase R$ 30 bi no primeiro semestre –, emperram a negociação com proposta de reajuste para salários, pisos, vales e auxílios que não cobre nem a inflação. Também não melhoraram a PLR, nem apresentaram nada para reivindicações de garantia de emprego, de igualdade de oportunidades, de combate ao assédio moral e às metas abusivas que tanto adoecem os trabalhadores do setor financeiro.
 
Na última negociação, na quarta-feira (28), a federação dos bancos (Fenaban) manteve os 7% de reajuste para este ano, mais abono de R$ 3.500, e 0,5% de aumento real para 2017. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta na mesa. “Os bancos podem pagar mais, mas estão se aproveitando da conjuntura política do país”, diz a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando.
 
Vale lembrar que desde 2004 os bancários fazem greve para defender seus direitos e arrancar reajuste digno para seus salários, para a PLR, piso, vales e auxílios. Mas, este ano, a Fenaban assumiu uma postura diferente, talvez respaldada pelo momento político que o país atravessa.
 
Em 2003, a campanha nacional dos bancários passou a ser unificada entre bancos públicos e privados e, a partir de então, a categoria acumulou ganhos, tanto salariais quanto nos direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Isso se deu num cenário no qual a representação sindical passou a ser ouvida. Foram greves duras que arrancaram conquistas, mas sob um quadro político de absoluto respeito aos direitos trabalhistas.
 
Este ano, tudo mudou. O governo federal foi tomado por partidos que abertamente atentam contra esses direitos trabalhando em prol da terceirização dos serviços, de reformas previdenciária e trabalhista que só interessam ao setor patronal. E interessam muito aos bancos.
 
“O setor bancário parece estar se aproveitando deste cenário para tentar colocar os trabalhadores contra a parede. Essa postura tão irresponsável é absurda, partindo do que deveria ser um dos setores mais importantes para a economia nacional. Os bancos não podem impor aos seus funcionários e à sociedade perdas, em nome de engordar seus lucros, os ganhos de seus executivos e acionistas. Num momento de crise econômica e política, como a que o país está vivendo, apostam no quanto pior melhor. Isso é inaceitável”, afirma a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva.
 
A dirigente acrescenta que a mídia quer jogar a população contra os trabalhadores. “A imprensa golpista ataca nossa greve porque é sustentada pelo setor financeiro e também porque apoia o golpe contra os trabalhadores.”
 
O Comando Nacional dos Bancários cobra dos bancos a responsabilidade que a categoria e a população brasileira merecem. Enquanto isso, a paralisação continua.
 
 
Fonte: Seeb/SP
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