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terça-feira, 16 de agosto de 2022

EM CIMA DA HORA

publicado em 29/06/2022

Em carta, Guimarães oficializa saída da Caixa mas ignora denúncias de assédio sexual

Comando da Caixa sabia de assédio e acobertou casos até com promoções, contam ex-dirigentes

 
O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, oficializou, em carta, seu pedido de demissão do cargo no banco estatal um dia após as denúncias de assédio sexual de funcionárias contra ele serem divulgadas pela imprensa.

No texto, entregue ao presidente Jair Bolsonaro (PL), ele declarou que combateu o assédio dentro do banco, negou as acusações e disse ser colocado em uma “situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade”. Guimarães discorre no texto que sempre se “empenhou no combate a toda forma de assédio” e nega as acusações de assédio sexual denunciadas por funcionárias do banco.

Ele aponta que sua ascensão profissional não ocorreu em decorrência de “troca de favores” ou “pagamento por qualquer vantagem.

O Ministério Público Federal (MPF) investiga denúncias de assédio sexual contra Guimarães. O caso está sob sigilo.

Pedro Guimarães estava no cargo desde o início do governo. Ele é considerado um dos principais colaboradores de Bolsonaro e fez várias aparições durante as transmissões ao vivo semanais que o presidente faz por redes sociais.

Pela manhã, em discurso durante um evento do banco registrado em vídeo divulgado pela rádio CBN em uma rede social, Guimarães, sem se referir diretamente às acusações, disse que tem a vida “pautada pela ética”.

“Eu quero agradecer a presença de todos vocês, a minha esposa. Acho que de uma maneira muito clara… São quase 20 anos juntos, dois filhos, uma vida inteira pautada pela ética”, afirmou.



foto: Bancárias se manifestam pela saída e julgamento de Guimarães, em frente à sede da Caixa, em Brasília. 
 


Ao site Metrópoles, o primeiro a divulgar o caso, a Caixa informou não ter conhecimento das denúncias apresentadas e disse adotar “medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio”.

Comando da Caixa sabia de assédio e acobertou casos até com promoções, contam ex-dirigentes
Confira matéria abaixo:

 
  Fonte: G1 CONTRAF UOL
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