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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 29/09/2016

Política de Gestão de Pessoas na Caixa retrocede 10 anos

As estratégias adotadas pela nova direção da Caixa repetem as ações ocorridas na década de 90, quando a gestão da época decidiu adotar política contracionista para o banco público.
 
As medidas apostavam na revisão de processos com cortes dos postos efetivos de trabalho, com terceirização e extinção de funções, que resultou em redução de participação da Caixa no mercado, no fomento do desenvolvimento do país e o enfraquecimento do papel social do banco público.
 
No caso dos empregados com função de caixas houve a transferência de serviços para lotéricas, auto-atendimento e retaguardas. Não haviam novas nomeações de empregados como caixa executivo.
 
No fim da década de 90, a Caixa criou função de caixa flutuante, em substituição do caixa eventual, que era exercida pelos técnicos bancários (TB) e escriturários, com o curso de caixa. Na prática, o empregado se responsabilizava pelas funções de caixa o dia todo, com o agravante de receber apenas pelo tempo em que exercia a função.
 
Contudo, os empregados na década de 90 viveram a extinção da função e a criação do caixa/PV em condições precárias e rebaixadas.
 
RETOMADA EM 2006
A campanha nacional dos bancários, conquistou em 2006, a retomada da função de caixa no Plano de Cargos Comissionados - PCC, com o caixa pv e caixa retpv. Os empregados que eram executivos puderam migrar à nova função, pois a função de caixa executivo estava extinta e congelada.
 
RETROCESSO APÓS 10 ANOS
Em 2016 a Caixa publicou uma circular informando que estavam suspensas novas nomeações de caixas efetivos.
Na versão do RH 184, publicado em 1º de julho, o banco determinou que as nomeações de caixa, a partir daquela data, só ocorreriam por minuto, com a justificativa de restruturação de processos.
 
As consequências destas ações já são do conhecimento daqueles que viveram situação similar na década de 90. Os evidentes prejuízos financeiros e profissionais serão debitados nas contas dos empregados da Caixa, que exercem a função por minuto, que assumem responsabilidades e riscos da função de caixa, potencializados pelo fato destes profissionais não estarem focados em uma única atividade e não terem a prática cotidiana, em uma única operação podem perder mais que seu salário mensal.
 
“Os empregados estão extremamente indignados com a decisão da direção da Caixa. É a concretização da precarização do trabalho, do desmonte dos planos de carreiras e extinção das funções gratificadas”, afirma o diretor da FETEC-CUT/SP e da APCEF/SP Leonardo dos Santos Quadros.
 
CAMPANHA NACIONAL
As reivindicações da retomada da função de caixa e a não precarização do trabalho estão na pauta especifica de negociação com a Caixa. Além da defesa do banco 100% público e por nenhum direito a menos.
 
 
Fonte: APCEF/SP
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