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domingo, 17 de novembro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 19/09/2016

Bancário quer atender; cliente quer atendimento

Greve só continua porque bancos, que lucraram quase R$ 30 bi em seis meses, querem pagar aumento mais baixo que a inflação para os funcionários. "Não podemos aceitar", diz a secretária-geral do Sindicato.
 
São Paulo - Nem tão digital assim. Se tem uma coisa que a greve nacional dos bancários provou é que os clientes precisam dos trabalhadores tanto quanto os trabalhadores precisam dos seus empregos. A paralisação que na segunda 19 completa 14 dias está incomodando muita gente e a culpa é dos bancos. Ou alguém acredita que Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Federal – que juntos lucraram R$ 29,7 bi somente nos seis primeiros meses deste ano – não tenham condição de pagar aumento salarial acima da inflação?
 
Mas, para aumentar ainda mais esse lucro, os bancos, após oito rodadas de negociação (iniciadas ainda em meados de agosto), insistem em tentar impor perdas aos bancários. Querem pagar reajuste rebaixado e se recusam a negociar proteção aos empregos. Somente entre janeiro e julho de 2016, quase 8 mil empregos bancários foram extintos. O resultado: sobrecarga de trabalho nas agências e departamentos; mais filas, queda na qualidade de atendimento.
 
“Sabemos que a greve muda a rotina e fazemos de tudo para que isso não seja tão difícil”, afirma a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva. “Não podemos aceitar que os bancos tentem se aproveitar da crise econômica para fazer os bancários perderem, seja por meio dos salários ou dos empregos. Não tem crise para banqueiro! Se os clientes ficarem do nosso lado, somaremos forças para pressionar a Fenaban (federação dos bancos) a acabar com a enrolação e apresentar proposta que os bancários possam aceitar e voltar ao trabalho.”

 
Fonte: Seeb/SP
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