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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 16/09/2016

Sem proposta, greve continua forte

Fenaban não apresentou nada de novo aos bancários e insiste no índice rebaixado de 7% mais abono de R$ 3.300; paralisação nacional chega ao 11º dia e vai crescer mais.
 
São Paulo – Bancos frustram os bancários, greve continua. Nesta sexta-feira 16, os trabalhadores de instituições financeiras públicas e privadas chegam ao 11º dia de paralisação nacional.
 
Agências de bancos públicos e privados permanecem fechadas em todas as regiões da cidade de São Paulo e de Osasco. Também estão paralisadas as atividades nos centros administrativos Santander (Casas 1 e 3), no Vila, na Pamplona; na Konecta; o prédio da 15 de Novembro do BB segue fechado. Também o Itaú BBA no prédio da WTorre, o CA Pinheiros, o Brigadeiro, o ITM, CTO e CAT, assim como o contingenciamento nas ruas Fábia e Jundiaí. Na greve, ainda, o Casp do HSBC, o Bradesco Prime, da Paulista, o Alphaville, a Nova Central e o Telebanco Santa Cecília. Os empregados da Caixa, na Gipes Ipiranga e Penha, no prédio da Paulista e na Superintendência Regional da Penha também pararam.
 
Na quinta 15 a Fenaban voltou à mesa de negociação e não trouxe nenhuma proposta. Insistiram no índice de reajuste de 7% – que representa 2,39% abaixo da inflação – com abono de R$ 3.300.
 
“Os bancários estavam esperando uma nova proposta. Desde o último dia 9, quando os 7% foram apresentados, mais duas rodadas foram realizadas e nada de novo”, critica a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Vamos fortalecer a greve ainda mais e deixamos claro que só terá nova negociação quando trouxerem proposta com ganhos para os trabalhadores”, avisa a dirigente, uma das coordenadoras do Comando Nacional, que negocia com a Fenaban.
 
Desde a entrega da pauta, em 9 de agosto, foram realizadas oito rodadas de negociação. “E em todas elas, sempre deixamos claro: não tem crise para banqueiro, não pode ter crise para bancário. Somente nos seis primeiros meses deste ano, o lucro do setor bateu a casa dos R$ 29,7 bilhões. Os funcionários do setor que mais lucra no Brasil querem aumento digno, valorização do VA, do VR, do auxílio-creche, querem manter o vale-cultura, querem o parcelamento do pagamento de férias, mas para tudo isso os bancos disseram não”, completa Juvandia.
 
Nada sobre emprego – Além de manter a proposta de reajuste rebaixado, os bancos recusam assumir um compromisso de proteção aos empregos, fundamental para os bancários. Somente nos sete primeiros meses deste ano, quase 8 mil postos de trabalho foram extintos pelas cinco maiores instituições (Itaú, Bradesco, Santander, BB e Caixa).
 
“Uma situação absurda que traz sobrecarga e adoecimento para os bancários, mau atendimento para a população”, ressalta a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva. “Os bancos cobram juros exorbitantes, tarifas altíssimas, só eles querem ganhar. Mas os bancários estão na luta e vamos virar esse jogo mais uma vez.”
 
Organização – O Comando de Greve reúne-se nesta sexta 16, a partir das 17h, no Sindicato (Rua São Bento, 413).
 
Bancários nas ruas – A assembleia marcada para segunda-feira 19 vai tomar as ruas do Centro Velho da capital, numa passeata “Vamos às ruas, em passeata, dizer um não à Fenaban, em alto e bom som e denunciar à população que a culpa da greve é dos bancos. Participe, só a luta te garante!”, convoca Ivone.
 
A concentração será em frente à sede do Sindicato (Rua São Bento, 413), a partir das 17h.
 
Carta-aberta – O Comando Nacional dos Bancários também vai divulgar uma carta-aberta à população lembrando que a culpa da greve é dos bancos, que apesar do lucro exorbitante, dos altos juros e das tarifas abusivas, não dá contrapartida à sociedade, e cobrando que a Fenaban negocie com seriedade e resolva a campanha o mais breve possível.
 
Fonte: Seeb/SP
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