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terça-feira, 24 de novembro de 2020

EM CIMA DA HORA

publicado em 18/11/2020

Ao não pagar horas extras, Santander frustra também feriado do bancário

Um comunicado interno enviado aos bancários informa que no dia  20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, feriado municipal em São Paulo, o banco Santander irá funcionar normalmente, assim como os seus outros pares. Porém, este fato causou indignação nos bancários porque havia uma expectativa de folga, já que com a antecipação do feriado para o mês de maio, por conta da pandemia, o Santander não fez o pagamento das horas extras como as outras instituições que acataram reivindicação do movimento sindical.

A dirigente sindical Ana Marta Lima comenta que as únicas informações que foram repassadas são de que o bancário que trabalhar no feriado deverá acertar a folga com o gestor e compensar até 31 de dezembro. "Esperamos que o banco e os gestores levem em consideração a vontade e a disponibilidade do trabalhador para escolher a data da folga, e que não seja apenas na conveniência do banco", diz Ana Marta, que orienta o bancário com problemas a procurar o Sindicato.

Antecipação

Em março,o prefeito  prefeito Bruno Covas, como medida para conter o avanço do contágio do coronavírus, antecipou os feriados municipais de Corpus Christi (11 de junho) e Dia da Consciência Negra (20 de novembro), para os dias 20 e 21 de maio. Porém, na época, o movimento sindical cobrou da Fenaban que os bancos também acatassem os feriados, mas a federação dos bancos havia dito que 'a adesão a feriados definidos subitamente acarretaria “riscos sistêmicos”, ocasionados por interrupção de pagamentos, de compensação de cheques e de outras transações bancárias', mas aceitou a reivindicação do movimento sindical e pagou este dia trabalhado - a exceção foi o Santander.

Dia da Consciência Negra

A dirigente também comenta sobre o trabalho no dia 20 de Novembro e a importância de resguardar a data. "Mesmo o movimento negro tendo questionado os governantes à época, na época, quando anteciparam o feriado, as atividades deste dia, como a Marcha da Consciência Negra e outros atos virtuais, foram mantidos pela sua importância. Isso é um desrespeito com a luta do povo negro e, se não houver uma conscientização, não haverá igualdade e só contribuirá para o aumento dos casos de racismo e para a eliminação de vez, de um feriado em São Paulo, como já ocorreu em outras cidades", critica.
  Fonte: Redação SPBancários
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