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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

EM CIMA DA HORA

publicado em 13/09/2016

Financiários reforçam greve dos bancários

Categoria reivindica unificação da data-base, além de reposição da inflação mais 5% de aumento real
 
Financiários em todo o Brasil aderiram à paralisação nesta segunda-feira (12) e continuam a primeira greve da categoria, iniciada no final da semana passada. A decisão foi tomada em assembleias realizadas durante a semana passada por todo o país, após a rejeição da proposta apresentada pela Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi). O índice proposto foi de apenas 7,86% (correspondendo a 80% do INPC de 9,83%), referente a junho de 2016, mais R$ 1.000 de abono.
 
Na avaliação dos financiários, a proposta não contempla suas reivindicações. Com data-base em 1º de junho, os trabalhadores exigem a reposição da inflação, mais 5% de aumento real (15,81%). Além disso, pedem que haja avanços nas cláusulas de emprego, saúde, condições de trabalho e segurança.
 
"A participação dos financiários marca um momento histórico, por ser a primeira greve da categoria. Nossa luta ficará ainda mais fortalecida sendo unificada. Não aceitaremos a redução de salários e esperamos uma proposta decente pela Fenacrefi, a categoria precisa ser valorizada, trabalhamos e não é pouco para o seguimento que mais lucra", avaliou Katlin Salles, secretária do Ramo Financeiro do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região.
 
A paralisação segue por tempo indeterminado em Curitiba, Fortaleza, Londrina, Santo André, São Bernardo do Campo, Santos, Ribeirão Preto e Salvador.
 
 
Fonte: Contraf-CUT
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