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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

EM CIMA DA HORA

publicado em 13/09/2016

Dia de negociação: categoria cobra proposta decente

No oitavo dia de greve forte em todo o Brasil, trabalhadores voltam à mesa de negociação cobrando dos bancos aumento digno para salários e PLR, proteção aos empregos, melhorias nas condições de trabalho
 
Na terça-feira (13), a partir das 14h, será realizada a sétima rodada de negociação entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários. Contra dados não há argumentos. O lucro dos bancos segue como o mais alto entre todos os segmentos econômicos do país: R$ 29,7 bilhões somando somente o resultado dos cinco maiores (Itaú, Bradesco, Santander, BB e Caixa). Mesmo assim, nesse período fecharam juntos 13.606 postos de trabalho. Uma prática que faz com que as instituições financeiras ganhem cada vez mais com a sobrecarga de trabalho de seus funcionários. Menos bancários nas agências e mais clientes para atender: um quadro perverso para trabalhadores e clientes que engorda os cofres dos banqueiros.
 
“Vamos voltar para a mesa de negociação cobrando que a postura dos bancos mude e não imponham perdas à categoria, inclusive dos empregos, quando continuam ganhando tanto”, critica a secretária-geral do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo Osasco e Região, Ivone Silva, lembrando as duas propostas apresentadas até agora: índice de 6,5% mais abono de R$ 3.000, depois 7% mais R$ 3.300. “Esses reajustes salariais estão mais de 2% abaixo da inflação. E o abono, ao longo do ano reduz o poder de compra do trabalhador, além de não incidir sobre férias, 13º, FGTS, previdência”, explica Ivone.
 
A reunião terá início às 14h, em São Paulo, e os trabalhadores devem ficar atentos ao site e às redes sociais da Contraf, da FETEC-CUT/SP e dos sindicatos para ter informação quente e confiável.
 
“Se a Fenaban quer acabar com a greve, sabe exatamente o que fazer: trazer proposta com aumento digno para salários, PLR, proteção aos empregos, melhorias nas condições de trabalho, avanços na igualdade de oportunidades para mulheres, vale-refeição na licença-maternidade, auxílio-creche maior”, avisa a dirigente. “Os bancários também sabem o que fazer: se os bancos não fizerem uma boa proposta, só a luta te garante!”
 
LUTA CONJUNTA
Reforçando a luta conjunta entre os trabalhadores das categorias em campanha no segundo semestre, na quinta-feira (15), os bancários devem participar de ato com os trabalhadores dos Correios. Horário e local ainda serão definidos.
 
 
Fonte: Seeb/SP, com edições da FETEC-CUT/SP
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