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sábado, 22 de fevereiro de 2020

EM CIMA DA HORA

publicado em 01/02/2020

Sindicato discute reestruturação na Caixa em plenária com empregados


O Sindicato realizou na noite de ontem (29) plenária com os empregados da Caixa para abordar a reestruturação em curso no banco. Esta é a segunda onda de mudanças recente, já que a de dezembro passado focou nas funções de tesoureiro e gerentes Pessoa Física e, agora, impacta no setor de Varejo, com reflexo em toda a empresa. Para o movimento sindical o pano de fundo dessas alterações é a privatização, vez que a instituição já vem promovendo a venda de seus ativos.

"A Caixa vai extinguir superintendências regionais, entre elas a do ABC, uma das mais antigas em operação", aponta o diretor sindical Jorge Furlan, avaliando que, pelo divulgado até o momento, haverá perda de função e rebaixamento salarial. "Além disso, o banco público vai abrindo mão do atendimento às prefeituras. Muitas obras de mobilidade, urbanização, saneamento, bem como programas sociais, têm a Caixa como parceira", acrescenta o diretor sindical Hugo Saraiva.

Para tratar do fim da SR local o Sindicato solicitou reunião no Consórcio Intermunicipal do ABC, já que as consequências atingirão as sete cidades que formam a região. A SR ABC conta atualmente com cerca de 50 empregados.

De acordo com o diretor Furlan, sob pretexto de "se adequar ao mercado" o banco enfraquece seu papel social e promove uma segregação no atendimento, para clientes de baixa, alta e média renda. O anúncio de abertura de 700 novas lotéricas no País também indica que grande parte dos clientes de renda mais baixa será direcionada a esses locais.

"Para os empregados haverá ainda um efeito cascata na disputa por novas funções, com gerentes gerais concorrendo com a gerência média, por exemplo". De acordo com a Caixa haverá processo seletivo interno (PSI) para os que buscarem ascensão de cargo; no caso de lateralidade (para concorrer à mesma função) o trabalhador assumirá sem passar por essa seleção.

A reestruturação reduzirá o número de Superintendências (Sure) de oito para seis, que passarão a se chamar Superintendências Nacionais de Varejo. As superintendências regionais também vão diminuir das atuais 84 para 54. Em São Paulo o corte será de 18 para nove. Leia mais detalhes aqui.
  Fonte: Bancários ABC
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