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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

EM CIMA DA HORA

publicado em 08/09/2016

Bancários querem proposta decente nesta sexta

Pressão da greve forçou bancos a negociar; trabalhadores do setor que mais lucra seguem mobilizados por aumento decente para salários, PLR, vales, proteção aos empregos, melhores condições de trabalho
 
Os bancários fizeram o maior primeiro dia de greve da história. O recorde na terça-feira (6) levou a federação dos bancos (Fenaban) a convocar o Comando Nacional dos Bancários para uma nova rodada de negociação na sexta-feirta (9).
 
Os representantes dos trabalhadores voltam à mesa com a mesma postura que tiveram nas cinco rodadas realizadas até agora: cobram aumento decente para salários, PLR, vales, proteção aos empregos, melhores condições de trabalho.
 
“Os bancários trabalham para o setor que mais lucra no Brasil. Somente nos primeiros seis meses deste ano, BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander, os bancos que compõem a mesa de negociação, lucraram juntos R$ 29,7 bilhões. Não tem crise para banqueiro, não pode ter para bancário”, reforça a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “Os trabalhadores já deram mostras da disposição de luta nesses primeiros dias de paralisação. Então, se os bancos querem o fim da greve, têm de trazer proposta que mereça ser apreciada pela categoria e não o que trouxeram na última rodada de negociação e que levou à paralisação nacional”, afirma a dirigente que é uma das coordenadoras do Comando.
 
A proposta apresentada pelos bancos em 29 e 30 de agosto foi de 6,5% de reajuste para salários e demais verbas, manutenção da PLR nos mesmos moldes de 2015, abono de R$ 3 mil a ser pago uma única vez. Para as demais reivindicações da categoria, um sonoro NÃO foi a resposta dos banqueiros.
 
“Com essa proposta, os bancos querem levar os bancários de volta à década de 1990, quando a política de abono com reajuste salarial rebaixado levou a categoria a acumular enormes perdas salariais. Não queremos retrocesso”, ressalta Juvandia.
 
“Vamos voltar para a mesa, nesta sexta, com toda disposição para resolver a Campanha Nacional Unificada 2016. Mas os bancos já sabem: temos prioridades como a proteção aos empregos. Até julho deste ano os bancos extinguiram quase 8 mil empregos bancários. Isso tem de parar, os bancos devem isso aos bancários e a toda sociedade”, reforça a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva.
Fonte: Seeb/SP
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