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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 22/11/2019

Santander: pesquisa de clima vira ferramenta de assédio

Com ameaças de demissão, mudanças de função, transferências e não pagamento de bônus, gestores intimidam equipes a os avaliarem de forma positiva na Pesquisa de Clima e Engajamento; Sindicato cobra que bancário não seja obrigado a se identificar

Ano após ano, o Santander segue repetindo os mesmos graves erros na Pesquisa de Clima e Engajamento. Mais uma vez, ao exigir que o bancário se identifique com matrícula funcional, a direção do banco permite que a ferramenta seja transformada em instrumento de perseguição e assédio moral.

De acordo com a diretora do Sindicato e funcionária do Santander Lucimara Malaquias, foram feitas diversas denúncias de que muitos gestores intimidam bancários de suas equipes para receberem boas notas na avaliação 360.

“Existem denúncias de que muitos gestores, principalmente na Torre, usam essa ferramenta para assediar e direcionar a distribuição do bônus. Dias antes da equipe fazer a avaliação pelo sistema, na qual é necessária a identificação por matrícula funcional, o gestor reúne os subordinados e dá o aviso: roupa suja se lava em casa. Falam para os trabalhadores que se eles quiserem ter bônus, é bom que a nota do gestor seja boa. Avisam que possuem meios para identificar a nota e quem deu”, relata Lucimara.

“Além do bônus, os gestores também ameaçam com demissões, mudanças de função, transferências e outras formas de assédio e perseguição”, acrescenta.

Lucimara lembra que o problema é recorrente, já foi denunciado pelo Sindicato, e o Santander não se interessa em solucioná-lo. “Já denunciamos o problema e cobramos soluções do Santander diversas vezes. Inclusive, essa questão já foi incluída até mesmo em carta aberta direcionada à presidenta mundial do grupo Santander, Ana Botín, por ocasião de sua visita ao Brasil no final do ano passado. Infelizmente, a direção do banco dá de ombros para o problema.”

O Sindicato cobra do Santander que os bancários respondam a pesquisa de forma totalmente anônima, sem identificação por matrícula funcional.

“Da forma como é feita, a pesquisa não traz nenhum resultado positivo, nenhuma melhoria no ambiente e relações de trabalho. Pelo contrário, vira instrumento de assédio moral. O ambiente de trabalho fica ainda pior. Existem gestores avaliados com nota 5, mas que na verdade a equipe queria dar nota 1. Ou seja, vira uma pesquisa sem credibilidade, distante da realidade. Se continuar dessa forma, com a identificação por matrícula, é melhor não realizar mais a avaliação 360”, conclui Lucimara.

Denuncie

O bancário que sofrer qualquer tipo de pressão para avaliar de forma positiva um gestor deve denunciar ao Sindicato por meio do canal de denúncias de assédio moral ou WhatsApp (11 97593-7749). O sigilo é garantido.

  Fonte: Seeb/SP
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