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sexta-feira, 29 de maio de 2020

EM CIMA DA HORA

publicado em 11/11/2019

BB lucra R$ 13,2 bi em nove meses

Resultado corresponde a crescimento de 36,8% em relação ao mesmo período de 2019; Apenas nos últimos três meses, o banco reduziu 2.296 postos de trabalho, devido ao Plano de Adequação de Quadros (PAQ)

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 13,2 bilhões nos primeiros nove meses de 2019, crescimento de 36,8% em relação ao mesmo período de 2018. O resultado corresponde a uma rentabilidade de 14,9%, aumento de 4,3 pontos percentuais.

“O resultado dos três primeiros trimestres é a prova de quão lucrativo e rentável é o Banco do Brasil, o que contraria as declarações do presidente Rubem Novaes, que não perde uma oportunidade de defender a privatização do banco. Diante dos resultados não existe qualquer justificativa para a venda ou fatiamento do BB”, enfatiza o dirigente sindical e bancário do BB, Getúlio Maciel.  

Apesar do excelente resultado, nos últimos doze meses o BB reduziu 3.360 postos de trabalho. Apenas nos últimos três meses, o banco cortou 2.296 postos empregos, devido ao Plano de Adequação de Quadros (PAQ). Além disso, o Banco do Brasil fechou 462 agências no período.

“A redução do quadro de funcionários e o fechamento de agências prejudica bancários, cada vez mais sobrecarregados e adoecidos, e a população, que tem o atendimento precarizado. É cada vez maior o número de municípios sem agências bancárias”, critica Getúlio.

Apenas com a receita de tarifas e prestação de serviços, que teve alta de 7,3% e alcançou R$ 21,7 bilhões, o Banco do Brasil cobre 128% do total de suas despesas de pessoal, incluindo PLR.

Crédito

A carteira de crédito do BB totalizou R$ 686,6 bilhões, queda de 0,7% em relação a setembro de 2018.

O crédito para Pessoa Jurídica teve queda de 5,4% em relação a setembro de 2018, com maior redução nos segmentos Grandes Empresas (-17,8%) e Governo (-1,4%). O destaque positivo no segmento PJ foi o segmento Micro, Pequenas e Médias Empresas (alta de 8,9% no período).

O crédito para Pessoa Física cresceu 9,3% em doze meses, totalizando R$ 209,6 bilhões, com destaque para empréstimos pessoais (alta de 73,2%) e crédito renegociado (crescimento de 17,2%). Já o microcrédito caiu 13,5% e o financiamento a veículos teve queda de 5,1% em doze meses. A carteira de crédito para o Agronegócio (que representa 65,1% do segmento no país) caiu 3% em doze meses, chegando a R$184,5 bilhões.

  Fonte: Seeb/SP
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