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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

EM CIMA DA HORA

publicado em 06/09/2016

Bancários de Catanduva e região estão em greve

Os bancários e bancárias de bancos privados e públicos entram em greve a partir desta terça-feira, 6 de setembro, em todo o Brasil. O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região está mobilizando a categoria e diversas agências estão paralisadas. Em Catanduva, a adesão é de 100% das unidades. "Vamos mostrar aos banqueiros que não aceitamos desrespeito. A região já começou a aderir à paralisação e a greve da categoria tende a crescer dia após dia", ressalta o presidente Paulo Franco.
 
A greve nacional é a resposta à proposta desrespeitosa da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), apresentada no último dia 29 de agosto, de reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A oferta não cobre, sequer, a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para os bancários.
 
Com data-base em 1º de setembro, a pauta de reivindicações dos bancários foi entregue aos bancos no dia 9 de agosto, já foram cinco rodadas de negociação, mas até agora a Fenaban não apresentou uma proposta decente aos trabalhadores.
 
Entre as reivindicações estão reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.
 
Para os banqueiros não há crise. O setor continua sendo o mais lucrativo do país. Os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) lucraram R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2016, mas, por outro lado, houve corte de 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano. Entre 2012 e 2015, o setor já reduziu mais de 34 mil empregos.
 
Para Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, os bancos deveriam ter um papel de mais responsabilidade social com o país.
 
“Mas não estão dispostos a garantir emprego, nem a atender às justas reivindicações dos bancários. A disposição dos banqueiros tem sido apenas ganhar e ganhar, aumentar seus lucros em cima do trabalho estressante dos bancários e das altas taxas sobre os correntistas e a população. Mas a nossa categoria está mobilizada e unida. Cada bancário está sendo chamado para a batalha. E mais do que nunca, o mote da nossa campanha diz tudo neste momento: só a luta te garante!”
 
Bancários e bancárias convivem com um ambiente de trabalho adoecedor, desgastando a sua saúde física e mental ao longo de jornadas de trabalho extenuantes, sem pausas para descanso, com metas de produção inalcançáveis e cada vez mais crescentes, convivendo com riscos de assaltos e de sequestros e tendo de dar conta de inúmeras tarefas.
 
A última estatística divulgada pelo INSS, entre janeiro e março do ano passado, revelou que 4.423 bancários foram afastados do trabalho, sendo 25,3% por lesões por esforços repetitivos e distúrbios osteomusculares e 26,1% por doenças como depressão, estresse e síndrome do pânico.
 
Fonte: Seeb Catanduva
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