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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

EM CIMA DA HORA

publicado em 04/08/2016

Falta bancário no Santander de Itapecerica e Taboão

Unidades do Santander sofrem com sobrecarga: enquanto bancários cumprem funções de caixa e agente comercial, atendimento fica prejudicado; Sindicato cobra contratações e respeito à população
 
De acordo com denúncias de bancários e clientes, duas agências do Santander, uma em Itapecerica da Serra e outra em Taboão da Serra, estão com número reduzido de funcionários, o que sobrecarrega os trabalhadores. Além disso, com o projeto do banco de somar atribuições de agentes comerciais às funções dos caixas, o atendimento fica prejudicado.
 
“No caso de Itapecerica, a agência é a única da cidade. Em dias de pico, a unidade opera com apenas dois caixas, um para o atendimento normal e outro para o preferencial, provocando superlotação na unidade”, relata a dirigente sindical e funcionária do Santander Solange Martins. “Já em Taboão, a agente comercial só assume a função de caixa no quinto dia útil, no horário de almoço dos outros caixas ou quando clientes começam a xingar por conta da demora na fila. Com isso, o banco desrespeita sua própria regra para essa função, que estabelece o mínimo de 5 dias de pico para que o agente comercial atue no caixa”, acrescenta.
 
Segundo a diretora executiva do Sindicato e funcionária do Santander Maria Rosani, a situação da agência de Taboão ilustra a precarização do atendimento e a sobrecarga de trabalho decorrentes do projeto do banco de transformar caixas em agentes comerciais.
 
“Quando o banco transforma um caixa em agente comercial, ele retira um dos postos de atendimento disponíveis para a população, já escassos nessas unidades. E mesmo mantendo a gratificação de caixa para agentes comerciais, o funcionário passa a ter mais metas além daquelas que já possuía como caixa. Ou seja, quando está atuando como agente comercial, fica preocupado com suas atribuições de caixa. E, quando está no caixa, fica preocupado com metas de agente comercial”, explica Rosani. “Caso a agência ultrapasse em 60% a média de 15 minutos para atendimento no Caixa, o agente comercial não garante a totalidade da sua meta. Ou seja, o bancário acaba sobrecarregado. Enquanto ganha de um lado, perde do outro. O Sindicato não concorda com essa dupla função imposta pelo banco”, critica.
 
“Outro ponto que questionamos é o fato de agências como as de Taboão e Itapecerica serem apenas dois exemplos do que acontece em agência menores, especialmente na periferia. O Santander não se preocupa com estas unidades e com a população que delas depende”, acrescenta.
 
AGÊNCIAS DE NEGÓCIO
Como se já não bastasse a situação precária da agência de Taboão da Serra, o Sindicato recebeu informações de que as duas outras unidades do município serão transformadas em agências de negócio, sem caixas. “O Sindicato atuará de todas as formas para impedir que isso aconteça. Somos contrários ao modelo de agências sem caixas. O banco tem a obrigação de cumprir o seu papel social, como concessão pública, e atender a população”, enfatiza Rosani.
 
COBRANÇA DÁ RESULTADO
Após cobrança do Sindicato, o Santander entrou em contato com dirigentes e se comprometeu a orientar os gestores de Taboão para que a agente comercial retorne a sua função de caixa em todos os dias de pico, e não somente no horário de almoço dos outros caixas e no 5º dia útil.
 
“Vamos acompanhar de perto. Uma instituição como o Santander, com lucro de R$ 3,466 bi no primeiro semestre, não pode priorizar desta forma a atividade comercial, em detrimento do atendimento”, enfatiza Solange. “Sobre a agência de Itapecerica, o banco não se posicionou. Cobramos a contratação de quadro próprio para a unidade e também o devido respeito à função social do banco, de bem atender a população”, conclui.
 

Fonte: Seeb/SP
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