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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

EM CIMA DA HORA

publicado em 08/07/2016

Bancários do Itaú debatem programa de readaptação no GT de saúde e condições de trabalho

O programa de readaptação foi o principal assunto da quarta reunião do Grupo de Trabalho (GT) de saúde e condições de trabalho, realizada na quinta-feira (7), entre os representantes dos trabalhadores e a direção do Itaú.
 
O banco apresentou dados atualizados, até maio deste ano, sobre os participantes do programa de readaptação. A grande maioria dos trabalhadores que passou pelo programa é do gênero feminino. Cerca de 90% dos casos que passam pelo programa, são pessoas que retornam dos afastamentos pela previdência social.
 
Segundo Rosângela Lorenzetti, diretora de saúde e condições de trabalho da FETEC-CUT/SP, foi apresentado ao banco um dos itens importantes que se perderam no programa de readaptação, os seis meses de estabilidade, que o programa antigo tinha. Isto ajudava o trabalhador a ter mais confiança e optar pelo programa, pois se sentia protegido em um momento de fragilidade.
 
A diretora ainda informou que a discussão sobre o programa continuará. “Alguns preceitos ainda são importantes como a questão da aceitação, da orientação, do médico assistente do trabalhador e da autonomia do médico do trabalho, que atua no programa com relação a decidir o melhor para o trabalhador independente da gestão da empresa, pois o trabalho deve ser adequado ao trabalhador e não o inverso”, conclui Rosângela.
 
As gestões do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e do departamento de saúde ocupacional voltaram a ser abordados nesta reunião. A reivindicação dos bancários é que o banco crie uma alternativa ao novo sistema implementado, pois os erros acontecem não só quando os bancários apresentam seu documento de afastamento/ licença ao gestor, mas também foi detectado que pode existir um problema no sistema.
 
O Itaú apontou que pretende resolver os casos que já estão com problemas e melhorar a comunicação, para que o gestor seja melhor informado de como funciona o sistema e o trabalhador também. O banco ficou de trazer um profissional para explicar como funciona o fluxo dessas informações de afastamento. O intuito é debater e tentar encontrar os erros que estão ocorrendo.
 
“Mesmo assim, nós queremos uma alternativa. Os trabalhadores precisam ter uma opção para entrar em contato e comunicar sobre o afastamento”, lembrou Adma Maria Gomes, diretora da FETEC-CUT/SP.
 
O banco apresentou ainda a quantidade de trabalhadores afastados ou de licença, o que foi reivindicado pelos representantes dos bancários na última reunião. “Estes números são importantes para tentarmos analisar como está o adoecimento dentro do banco. Queremos ainda dados mais específicos, como a divisão por gênero, por estado, por cargo e áreas”, completou Adma.
 
Outra cobrança dos bancários foi uma solução para a questão do requerimento que o trabalhador assina quando saí de licença, pois ele mescla duas cláusulas da CCT, a 28 e a 62.
 
O banco se comprometeu a apresentar uma solução até a próxima reunião, marcada para o dia 19 de julho. Neste encontro também será debatido a clausula 57.
 
Fonte: FETEC-CUT/SP e Contraf-CUT
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