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sexta-feira, 29 de maio de 2020

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publicado em 27/06/2019

Mesa Bipartite de Segurança Bancária avança com ampliação de projeto-piloto

A Mesa Bipartite de Segurança Bancária entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada na quarta-feira (26), em São Paulo, terminou com avanços para a categoria. Os bancos sinalizaram com a possibilidade de ampliação do projeto piloto de segurança, implantado em algumas cidades de Pernambuco.

“Os representantes dos bancários enfatizaram a importância da instalação de portas automáticas em postos de atendimentos bancários (PABs), inclusive, nas agências de negócios, que não contam com vigilantes e possuem caixas automáticos e logo do banco”, explica Valdir Machado, representante da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP) na mesa.

A reivindicação se baseia no alto índice de ataques às agências bancárias que não possuem portas giratórias comparado às agências que contam com o item de segurança. De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), houve um crescimento de 37,2% de 2017 para 2018 das saidinhas bancárias. O índice de ocorrências com vítimas fatais aumentou 22,6%.

Em resposta às críticas, a Fenaban alegou que trabalha um novo modelo de negócio e que o mesmo não oferece riscos por não ter atividades que envolvam numerários.

Dados dos bancários são divergentes aos da Fenaban

O Comando Nacional dos Bancários cobrou o acesso às estatísticas detalhadas de ataques aos bancos, apresentada pela Fenaban. “É importante termos acesso mais ampliado dos dados que os bancos apresentam. Em nossa análise, constatamos um crescimento alto de casos fatais, derivados de ataques nos bancos”, disse Valdir Machado.

Ampliação de Projeto-piloto

O Comando Nacional dos Bancários também reivindicou a ampliação do projeto-piloto, realizado em algumas cidades de Pernambuco, para outras cidades, como Rio de Janeiro.

O projeto inclui um pacote de equipamentos que garantem maior segurança para os bancários, como: portas de segurança com detectores de metais, câmeras internas e externas, biombos em frente à bateria de caixas, guarda-volumes, cofre com dispositivo de retardo e vigilantes armados e com coletes balísticos. 

De acordo com a Secretaria de Defesa Social, de 2013 para 2014, período de implantação do projeto-piloto, houve uma diminuição de 50% dos assaltos e 41,8% dos arrombamentos. 

A Fenaban sinalizou positivamente a possibilidade de um novo projeto-piloto no Rio de Janeiro, conforme solicitado e dará seguimento de acordo com as leis locais e propostas dos bancários.

Substitutivo 06 da PL 7.102

A Mesa Bipartite de Segurança Bancária debateu o substitutivo 06 do Projeto de Lei 7.102, que se refere aos tipos de serviços de segurança privada realizados por uma mesma empresa e adequação de suas instalações físicas.  

Um dos pontos que impediam a continuidade do projeto era sobre a contratação de empresas de segurança privada por instituições financeiras.  Após análise do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, percebeu-se que o tópico não afeta a categoria bancária e, por isso, a categoria apoia o substitutivo, que também abrange a obrigatoriedade da implantação de portas giratórias nas agências. 

O Comando Nacional dos Bancários vai acompanhar a evolução do relatório. Apesar das divergências em relação às portas de segurança, a Mesa Bipartite de Segurança Bancária terminou com avanços. 

A próxima reunião ficou agendada para a segunda quinzena de agosto.

  Fonte: FETEC-CUT/SP com Contraf-CUT
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