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domingo, 31 de maio de 2020

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publicado em 24/05/2019

Mulheres lançam em SP a 6ª edição da Marcha das Margaridas 2019

Em agosto, mulheres de todo país se reúnem em Brasília em defesa dos direitos; ato em SP teve a participação de lideranças sindicais e de movimentos sociais.

Lideranças sindicais e de movimentos sociais se reuniram na noite da última quarta-feira (22) na Câmara Municipal de São Paulo, para o lançamento da Marcha das Margaridas 2019. A atividade contou com a presença das trabalhadoras da base da CUT-SP e de seus sindicatos, além de representantes da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP).

A Marcha das Margaridas é uma ampla ação estratégica das mulheres para conquistar visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena. Esta será a 6ª edição do evento, que acontecerá nos dias 13 e 14 de agosto, em Brasília, reunindo as mulheres do campo, da floresta, das águas e da cidade de todo o Brasil.

Na atividade de São Paulo, além dos sindicatos CUTistas e da CTB, estiveram presentes mulheres representantes dos movimentos de moradia, movimento negro e de defesa dos direitos humanos.

Segundo Maria de Lourdes (Malu), secretária de Políticas Sociais da FETEC-CUT/SP, as mulheres estão unidas e organizadas para juntas realizarem a Marcha das Margaridas 2019, em Brasília. “Esta é mais uma referência histórica na luta das mulheres. Será uma grande oportunidade para nos mobilizarmos e dizermos não à todas as ameaças de destruição de nossos direitos”, explica a dirigente.

Na segunda mesa da noite, as mulheres parlamentares pelo PT, falaram sobre os desafios pautar os temas relacionados à defesa das mulheres na atual conjuntura política ao mesmo tempo em que precisam enfrentar e combater agendas conservadoras. Participaram a vereadora Juliana Cardoso, as deputadas estaduais Beth Sahão e Márcia Lia. Representado a deputada Professora Bebel, Marta Domingues, Bete Silvério, secretária de Mulheres do PT-SP, e as representantes da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo e do Movimento Agroecológico da Colômbia.

Um coral, formado por sindicalistas de diversas categorias da CUT-SP, cantaram canções de luta e adaptaram versões clássicas de marchinhas com “Ô abre alas queremos passar/ As margaridas sempre a plantar / os alimentos para sustentar” e puxaram um Lula livre entre as participantes.

Marcha em agosto

A data escolhida - 13 e 14 de agosto - e o nome da marcha lembram a morte da trabalhadora rural e líder sindicalista Margarida Maria Alves, assassinada em 1983 quando lutava pelos direitos dos trabalhadores na Paraíba.

O evento é construído a partir de amplo processo formativo, de debate, ação política e mobilização, desenvolvido pelas mulheres desde suas comunidades, municípios e estados, até chegar às ruas da capital do país. 

Coordenada pela Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), suas 27 Federações e mais de 4 mil sindicatos filiados, a Marcha das Margaridas se constrói em parceria com os movimentos feministas e de mulheres trabalhadoras, centrais sindicais e organizações internacionais.

Desde o seu surgimento, no ano 2000, a Marcha vem se construindo como a maior e mais efetiva ação de luta das mulheres do campo, da floresta e das águas, contra a exploração, a dominação e todas as formas de violência e em favor de igualdade, autonomia e liberdade para as mulheres.

“Estamos lutando para não perder o que conquistamos. Também estaremos unidas contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro. Se ela for aprovada, a situação para as mulheres só irá piorar em todos os aspectos. Não permitiremos que calem a nossa voz.”, conclui Malu.

  Fonte: FETEC/CUT-SP com CUT-SP
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