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sábado, 20 de julho de 2019

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publicado em 19/03/2018

Com maior escolaridade que os homens, mulheres tem menos oportunidades e menores salários

A luta das mulheres em defesa da democracia, pela equidade de gênero e contra a retirada de direitos é uma pauta permanente dos movimentos social e sindical. Em tempos como o atual, em que as liberdades individuais, os direitos sociais e a democracia tem sido duramente atacados pelos ocupantes do poder, este embate é ainda mais necessário.

No mês de março, intensificam-se as ações em defesa dos direitos das mulheres. Um dos pontos de maior atenção neste cenário são os efeitos da reforma trabalhista aprovada pelo atual governo e pelo Congresso, que aprofundam as desigualdades existentes entre homens e mulheres no mercado trabalho.

A nova lei traz, entre outros retrocessos, a aplicação de uma jornada de trabalho de 12 horas seguidas por dia, sendo que a legislação brasileira estabelecia jornada máxima de 8 horas. Isso afeta diretamente as mulheres, que, em sua maioria, cumprem dupla jornada de trabalho. Segundo o estudo do IBGE, a dupla jornada fica nítida quando elas têm de se dividir entre as tarefas domésticas, geralmente atribuídas a elas, e o trabalho remunerado. Isso faz com que sejam obrigadas a aceitar, em alguns casos, trabalhos precários com salários menores.

Assim, as mulheres, que já que são maioria na informalidade e no trabalho precário, terão ainda menos oportunidades no mercado formal. Estudos recentes mostram que 59% das pessoas desempregadas são mulheres e elas demoram mais para se inserir no mercado: cerca de 15,25 meses. Em relação aos homens, esta média reduz para 12,43 meses. Quando conseguem vaga, são admitidas ganhando menos. 

“A ’reforma‘ foi aprovada por deputados conservadores que dizem defender a família. Discurso que não reflete a realidade, pois os efeitos da nova legislação trarão perdas de direitos trabalhistas, e como consequência, a desestruturação de milhões de lares que têm nas mulheres seu principal, se não o único, pilar financeiro e emocional”, afirma Crislaine Bertazzi Secretária de Políticas Sociais da FETEC/CUTSP. ”A perversidade fica evidente quando analisamos a renda e vemos que, apesar de as mulheres possuirem maior escolaridade, o salário médio mensal teve uma queda substancial e o abismo da desigualdade salarial entre homens e mulheres está bem maior” ressalta a dirigente. No caso das bancárias, de acordo com pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, essa diferença é de até 28% menos que os bancários contratados em janeiro deste ano.

Todas as mudanças impostas à sociedade pela reforma trabalhista acabam com direitos historicamente conquistados pelo movimento de mulheres e dos trabalhadores de forma geral.
  Fonte: FETEC/CUT-SP
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