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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

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publicado em 25/02/2017

Negociação garante manutenção de comissão de caixa do BB por 4 meses

Em negociação com o banco, nesta quarta-feira 22, os representantes dos trabalhadores do Banco do Brasil garantiram a manutenção do comissionamento da função de caixa, por quatro meses, para os funcionários que perderam a comissão em 31 de janeiro, devido a reestruturação do banco. O BB chamou o descomissionamento de caixas de “desgratificação”, termo até então não usado durante o processo de negociação.
 
O processo ocorrido no final de janeiro será revertido e o comissionamento de caixa será mantida até 31 de maio. Quem foi realocado no período após 1º de fevereiro vai ter a compensação dos dias que ficou sem comissão.
 
“A reunião foi positiva, já que essa importante conquista irá beneficiar centenas de funcionários. Mas, ainda temos que garantir que, antes do término do prazo de pagamento da VCP, todos estejam realocados. Também estamos preocupados com o descomissionamento sumário dos assistentes, que estão sem perspectivas de novos comissionamentos”, explica Rodrigo Leite, representante da FETEC-CUT/SP na negociação.
 
O banco também ratificou a proposta divulgada na semana passada de não exigir jornada de 8 horas para os funcionários que estão recebendo Verba de Caráter Pessoal (VCP) como escriturários ou em cargo atuais de jornada de 6 horas. Outra proposta apresentada foi referente às demandas apresentadas pelos sindicatos de ampliação do programa de readequação de endividamento, para que funcionários que perderam renda com o descomissionamento ou descenso possam ajustar suas dívidas à nova realidade financeira.
 
“Também reforçamos ao banco o cronograma de implantação das Plataformas de Suporte Operacionais (PSOs) no interior do estado de São Paulo, que inclua a quantidade de vagas disponíveis, pois essa falta de informação gera insegurança entre os trabalhadores que ainda não foram realocados”, ressalta o dirigente.
 
O sindicalista alertou para a situação dos trabalhadores dos Postos de Atendimento, que têm apenas um caixa para atender aos clientes. “É um absurdo um funcionário atender sozinho, pois não consegue fazer nenhum tipo de pausa em seu trabalho, como almoçar e ir ao banheiro”, denunciou.
 
Apresentação de dados
O banco apresentou mais dados sobre o número de funcionários que recebem a VCP como escriturário, bem como a quantidade de vagas e realocações de caixas. Foi solicitado ao banco um mapa regional com o número de funcionários em VCP realocados em função e salário inferiores.
 
Redução de quadro e condições de trabalho
Os representantes dos trabalhadores reforçaram sua preocupação com os locais que tiveram redução de funcionários, com absorção de serviços de agências que foram desativadas, o que tem causado sobrecarga de trabalho e prejudicado o atendimento aos clientes.
 
Também foi abordada a preocupação com o atendimento da Gerência Regional de Gestão de Pessoas (Gepes) que tiveram redução de funcionários e a centralização de serviços na Gepes Brasília sem aumento no quadro.
 
Adoecimento
A redução de funcionários com aumento da carga de trabalho, os descomissionamentos e a redução salarial tem provocado um número maior de afastamentos por licença saúde em vários locais. A Comissão de Empresa solicitou ao banco relatório com o número de afastamentos com o objetivo de aprofundar a discussão sobre o adoecimento e encontrar uma forma de sanar o problema.
 
Escritórios Digitais
Foi cobrado do banco o cuidado com a ambiência e ergonomia nos escritórios digitais. Algumas situações já foram detectadas, mas ainda não foram melhoradas, como, por exemplo, a falta de divisórias entre as bancadas, o excessivo número de funcionários por sala e a demora na chegada de materiais ergonômicos solicitados. Os sindicatos reivindicaram ao banco, mais uma vez, o cronograma de instalação dos escritórios digitais.
 
Foi cobrada uma solução para os comissionamentos dos Gerentes de Atendimento de Fluxo nas agências Estilo. Muitos ainda não foram nomeados porque teriam que voltar ao módulo básico da função com redução de salário.
 
Radar da Gerência Média
Os sindicatos comunicaram ao banco que foram pegos de surpresa com a divulgação do Radar da Gerência Média uma vez que havia o compromisso do banco em apresentar o programa aos sindicatos, assim como fez com o programa Radar do Gestor em mesa específica sobre o assunto.
 
Foi cobrada do BB uma mesa para a apresentação do programa, uma vez que pode impactar em avaliação funcional e até descomissionamentos de funcionários. O banco se comprometeu a marcar uma mesa para os próximos dias.
 
Economus
Os sindicalistas solicitaram uma reunião para discutir os problemas no plano de equacionamento divulgado pelo Economus sem negociação com as entidades sindicais. Os sindicatos denunciam que os cálculos apresentados por aquela entidade estão destoando sobremaneira de outros planos de previdência, inclusive sobre a adoção de cálculos atuariais fora do padrão.
 
Liberação do TAO e ascensão entre grupos de funções
O banco informou que muitas vagas já estão com problemas por falta de concorrência, dificultando o processo de nomeações. Por este motivo, estão sendo estudadas medidas para liberar as nomeações em vários níveis, mas que serão comunicadas antecipadamente aos sindicatos antes da divulgação.
 
Negativas
O Banco adiantou que não vai tomar nenhuma medida para adotar administrativamente os efeitos da Súmula 372 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), tema que foi abordado na audiência com o Ministério Público. Foi negada também a intenção de implantar VCP permanente aos funcionários não realocados.
  Fonte: FETEC-CUT/SP e Contraf-CUT
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