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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

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publicado em 06/12/2016

Bancários vão paralisar atividades do Banco do Brasil

Os sindicatos filiados à Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP), juntamente com os bancários do Banco do Brasil, vão organizar paralisações em agências e centros administrativos do banco. A instrução passada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) é a de reunir os funcionários e paralisar as agências e centros administrativos para mostrar aos clientes o desrespeito do banco com as pessoas que se doam para que o banco obtenha bons resultados.
 
“Estão promovendo uma reestruturação que vai levar ao fechamento de 402 agências e a transformação de outras 379 em Postos de Atendimento. Querem fechar 18 mil postos de trabalho em um momento de crise como a que estamos vivendo, sem previsão da realização de concursos para recompor o quadro de funcionários. Isso causará um enorme impacto na economia e, principalmente, no orçamento das famílias dos bancários que deixarão o banco, ou terão seus salários drasticamente reduzidos”, explicou o diretor de Bancos Públicos da FETEC-CUT/SP e funcionário do BB, Antonio Sabóia Barros Junior.
 
Com o fechamento das agências, muitos bancários perderão cargos comissionados e, com isso, terão suas remunerações reduzidas em até 70%, dependendo do cargo atual e para qual será realocado.
 
“Com a reestruturação, não haverá vagas para todos. Muitos funcionários serão realocados para outras agências e outros cargos, na maioria das vezes com salários muito menores do que os atuais. Somos contra o processo de reestruturação mas, diante da irredutibilidade do banco, propusemos a criação de verba para manutenção dos salários até que todos sejam realocados”, afirmou o diretor da FETEC-CUT/SP.
 
CARTA ABERTA À POPULAÇÃO
Os bancários também vão distribuir uma “Carta Aberta à População”, informando a importância do BB e da manutenção das agências abertas para a população.
 
Na “carta aberta”, os representantes dos funcionários do BB ressaltam que a reestruturação traz reflexos imediatos na qualidade do atendimento aos clientes, que são os maiores prejudicados ao lado dos funcionários. Lembram, ainda, que o BB é responsável por cerca de 60% do crédito agrícola no país e que esta atuação também será afetada, prejudicando os pequenos e médios produtores.
 
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Leia abaixo a íntegra da Carta Aberta à População.

FECHAMENTO DE AGÊNCIAS DO BB PREJUDICA CLIENTES

Ao lado dos funcionários, os clientes são os maiores prejudicados pela reestruturação do Banco do Brasil, anunciada no final de semana. O fechamento de 402 agências, a transformação de outras 379 em postos de atendimentos e a saída de 18 mil funcionários por meio de plano de incentivo à aposentadoria atingem diretamente o atendimento à população.

A medida também terá impacto no acesso ao crédito. Os bancos públicos aumentaram o crédito de 38% para 57% de 2008 para 2016, enquanto os privados tiveram redução de 5% nos últimos dois anos.

A falta de responsabilidade social do BB fica clara ao anunciar mudança tão brusca num momento em que a economia brasileira passa por forte retração da atividade econômica, elevação do desemprego e queda na renda das famílias. O BB é responsável, por exemplo, por cerca de 60% do crédito agrícola no país. Esse desmonte só interessa aos bancos privados, que não terão concorrência, num sistema financeiro extremamente concentrado e sem os bancos públicos fortes, toda a sociedade perde.

As alternativas para a saída da crise devem ser debatidas e construídas com toda a população e exigem a retomada da expansão do crédito para setores prioritários como moradia popular, agricultura familiar, pequenas e médias empresas.

Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil
  Fonte: FETEC/SP
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