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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

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publicado em 28/11/2016

Segue a resistência contra o desmonte no BB

Dia Nacional de Luta nesta terça-feira contra a reestruturação que pretende fechar centenas de agências e cortar milhares de postos de trabalho reforçará que o processo de desmantelamento do banco público não será tolerado pelos sindicatos e trabalhadores; quinta-feira 1º tem negociação e mobilização
 
Segue a resistência dos trabalhadores contra a reestruturação no Banco do Brasil que pretende fechar centenas de agências em todo Brasil e cortar dezenas de milhares de postos de trabalho. Nesta terça-feira 29, o movimento sindical deflagra Dia Nacional de Luta para pressionar a direção da instituição a rever o processo de desmonte do banco público responsável por auxiliar no fomento à economia popular. Uma plenária será realizada em frente ao prédio do complexo São João, às 11h (Avenida São João, 32).
 
Em São Paulo, serão fechadas diversas agências e centros administrativos em protesto.
 
Na quinta-feira 1º, em Brasília, haverá reunião entre a comissão de empresa dos funcionários e a direção do banco para discutir a reestruturação.
 
“Este é o momento de nos mobilizarmos”, alerta o integrante da comissão de funcionários, João Fukunaga. “A política de reestruturação falta com respeito aos funcionários, uma vez que o diretor da Dipes diz que tudo ficará bem no final. Vai dar tudo certo sem sabermos sobre o futuro?”, questiona. “O Sindicato sozinho não vai conseguir fazer a luta. Os funcionários precisam se mobilizar. A luta é pelos colegas que perderam vagas, e também pelo futuro da empresa”, acrescenta.
 
E nas agências e departamentos, o clima é de tristeza e preocupação, mas também de revolta e determinação pela defesa dos empregos e do banco público, como conta uma funcionária de unidade na zona norte que será transformada em posto de atendimento bancário.
 
“A gente quer entender como um banco que gera tanto lucro pode pensar em fazer uma modificação como essa que vai tirar o cargo de tanta gente. Está todo mundo muito preocupado. Na minha agência a gerente-geral vai perder o cargo, a gerente de conta também ficou sem cargo, tenho uma amiga que é gerente e vai virar auxiliar e não conseguir mais pagar a escola da filha”, relata.
 
Ação e reação – No dia 20 de novembro, um domingo, o presidente do BB, Paulo Caffarelli, anunciou a reestruturação de agências e o plano de aposentadoria incentivada pela instituição, prevendo a redução de até 18 mil pessoas nos quadros da instituição. Além disso, serão fechadas 402 agências e outras 379 serão transformadas em postos de atendimento, com o encerramento de 31 superintendências do banco em diversos municípios.
 
> Veja aqui a lista de agências que serão fechadas
 
A reação começou três dias depois. Na quarta-feira 23, funcionários e dirigentes do Sindicato realizaram um ato em frente ao prédio da Superintendência e da Diretoria de Distribuição do Sudeste (antiga Disap), na Avenida Paulista, após o anúncio de reestruturação feito pela instituição. Os bancários criticaram o fato de o comunicado ter sido divulgado em pleno fim de semana e por intermédio de um programa de TV.
 
Além disso, há denúncias de que a direção estaria pressionando trabalhadores a aderirem ao plano de aposentadoria.
 
> Ato na Super do BB cobra respeito a funcionários
 
No mesmo dia, o Sindicato realizou o seminário Se é público é para todos que debateu importância do patrimônio e serviços públicos e estratégias de resistência contra o desmonte do Estado promovido pelo governo Temer.
 
> Defender o público é defender a cidadania
 
Na sexta-feira 25, Sindicatos de todo o país fizeram dia de luta contra o desmonte do Banco do Brasil. Em clima de Black Friday, os funcionários vestiram preto como forma de protesto contra as medidas anunciadas pela direção do banco.
 
> Black Friday: liquidação de desrespeito no BB
 
Fotos mostrando funcionários vestindo preto inundaram as redes sociais, dando uma prova de que a reestruturação enfrentará muita luta e resistência.
 
  Fonte: Seeb/SP
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