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domingo, 15 de setembro de 2019

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publicado em 17/06/2016

O golpe é contra o Brasil e a classe trabalhadora, denunciam líderes sindicais nos congressos dos bancários do BB e da Caixa

Sindicalistas destacam a unidade e a resistência para fortalecer a luta. O encontro segue com o 1º Seminário Nacional em Defesa dos Bancos Públicos.
“Juntos e unidos vamos mudar esta conjuntura e vencer”, afirmou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, durante a mesa de abertura conjunta dos congressos dos bancários do Banco do Brasil e da Caixa e do 1º Seminário Nacional em Defesa dos Bancos Públicos, na manhã desta sexta-feira (17), no hotel Holiday Inn, em São Paulo. Até domingo (19), cerca de oitocentos delegados e delegadas, do Banco do Brasil e da Caixa, vão debater as demandas dos bancários dos bancos públicos e definir as pautas específicas, que serão entregues às instituições financeiras na campanha nacional deste ano.

Roberto von der Osten iniciou os congressos saudando os “guerreiros e guerreiras das lutas sociais e sindicais” e fez questão de prestar uma homenagem ao diretor do Sindicato dos Bancários de Paranavaí (PR), Ademar Primon, falecido nesta madrugada. O presidente da Contraf-CUT garantiu que os bancários estão se preparando para a luta, como qualquer bom exército, antes do combate, e que o momento exige resistência da classe trabalhadora.

“Desde o começo de 2016, estamos fazendo análises da conjuntura do que estamos enfrentando. No ano passado, a campanha foi difícil, mas, este ano, temos uma realidade ainda mais dura, com recessão e a mídia golpista tentando atacar os movimentos sociais. É um golpe contra cada um de nós, contra cada um que está aqui”, afirmou ao ressaltar também a necessidade de unidade da classe trabalhadora ainda mais forte neste ano. “Estão tentando retirar os direitos dos trabalhadores. Estão querendo que a gente pague o pato. Querem o negociado sobre o legislado, tudo pode ser retirado de quem trabalha, com a terceirização total, flexibilização da CLT, com a pauta bomba do Congresso. O que interessa aos bancos é derrotar nossa unidade, mas não vão conseguir. Estamos articulados fortemente e vamos dizer a cada bancário que só a luta te garante”, destacou.

Juvandia Moreira, vice-presidenta da Contraf-CUT e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, lembrou que o país vive um momento muito difícil. “Mais do que um golpe contra o PT e contra a Dilma, é um golpe contra os interesses do povo brasileiro. É um golpe para que o Brasil deixe de fazer uma política de distribuição de renda, uma política de inclusão”, disse, ao lembrar que o governo golpista pretende acabar com a previdência e aprovar a terceirização. “Os trabalhadores vão pagar este pato. Por isso nós temos que nos organizar. Mais do que nunca, nossas conferências estaduais e a nacional são de fundamental importância.”

Para ela, o debate tem de ser de resistência. “Não vai ser uma campanha só de aumento real, muito pelo contrário, o aumento real está em risco, junto com nossos direitos conquistados nos últimos anos. A campanha será para além dos interesses corporativos, tem de ser uma campanha em defesa do Brasil, em defesa da democracia.”

A vice-presidenta da Contraf-CUT ainda convocou para a luta em defesa dos bancos públicos. “Eles são importantes para o país, o crédito deles foi fundamental para fazer inclusão nesse país. Os bancos públicos são responsáveis pelo crescimento do Brasil.”

Líderes sindicais de várias partes do País também analisaram a conjuntura atual e deram sua contribuição ao debate

Emanoel Souza – FEEB BA/SE (CTB)
“Vivemos uma conjuntura difícil. Não é um golpe contra Dilma e a democracia simplesmente e para abafar a corrupção, mas sim para tirar direitos de cidadania. É um golpe de classe para passar o projeto neoliberal e abrir o país para o mercado internacional”.

Dérik Bezerra, Seeb Espírito Santo (Intersindical)
“O que está por trás do governo golpista é o interesse de classe, que quer acabar com os direitos conquistados pela classe trabalhadora. A conjuntura é uma oportunidade para a esquerda brasileira se organizar de forma autônoma e independente para fortalecer a mobilização dos trabalhadores."

Fábio Bosco (Conlutas)
“Precisamos de uma greve geral por um Brasil mais justo. Estamos vivendo um segundo ano de crise econômica que tem retirado empregos e o poder aquisitivo dos trabalhadores, e o acesso ao serviço público de qualidade.”

Jair Pedro Ferreira (Fenae)
“A conjuntura que está sendo colocada vai exigir resistência dos trabalhadores. Sou otimista e acredito que na nossa capacidade de luta e de mobilização da nossa categoria. Em 2014, fizemos um seminário para ampliar o debate sobre a Caixa que Queremos, agora deveremos debater um projeto mais amplo que é qual o país que queremos.”

Jeferson Boava – Feeb SP/ MS
“Nós já sabemos as dificuldades que vamos enfrentar com essa ‘sopa de PLs’ que querem retirar nossos direitos. Mas, também já mostramos nossa força de resistência. Tenho certeza que aqui traçaremos qual caminho seguiremos para garantir a manutenção e os avanços nas conquistas dos direitos dos trabalhadores.”

Sérgio Faria- Fetraf RJ/ES
“Aqui é o pontapé da nossa grande trincheira de resistência contra um governo ilegítimo, com um escândalo de corrupção todo dia. No entanto, temos grandes mobilizações de resistência, contra, por exemplo, o PLP 4918 do estatuto das estatais, feita recentemente, com a unidade de várias associações.”

Júlio Cesar Soares – Fetrafi RS
“Começamos estes congressos num momento histórico, singular, difícil, de ataques brutais à classe trabalhadora. Mas também existe a reação, mesmo com uma mídia golpista, que tenta abafar as mobilizações, temos movimentos todos os dias, com protagonismo forte nas mulheres, na juventude, e no movimento LGBT. Todos nós temos que nos unificar.”
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