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domingo, 15 de setembro de 2019

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publicado em 15/07/2016

Pelo fortalecimento da seguridade social, coletivo de Saúde se reúne

A “Reunião do Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora da CUT” é parte da série de encontros que as secretarias estão promovendo para planejar a atuação das pastas nas gestões vigentes.


Sediada em São Paulo, a reunião foi inaugurada com análise de conjuntura comandada pela vice-presidenta da CUT, Carmen Foro. “Hoje, faz exatamente sessenta dias em que vímos a Dilma sair pela porta da frente e o Temer entrar pela porta dos fundos do governo. Há 60 dias estamos sendo governados por um golpistas. Eu achei que tínhamos voltado a década de 70, quando esse governo entrou. Hoje, depois da fala do Robson [Andrade], presidente da CNI, tenho a certeza de que voltamos ao século 19”, afirmou a dirigente, que indicou os rumos que a Central deve tomar no futuro próximo, caso a manutenção desse governo seja garantida no Congresso. “A CUT está em pleno processo de construção da greve geral. Somente a força da classe trabalhadora, nas ruas, pode nos tirar dessa situação”, encerrou.

Para a secretária de Saúde de Saúde do Trabalhador da CUT, Madalena Margarida da Silva, a motivação do encontro parte da ideia de que a atuação da secretaria precisa ser ampla. “Não dá para discutir apenas a política de saúde do trabalhador sem discutir a questão de seguridade social. Esse debate vai além, ele chega na Previdência, na educação, moradia e em outros setores que incidem no bem estar da classe trabalhadora”, afirmou.

Antes da mesa inaugural, as secretárias Maria de Fátima Veloso [adjunta de diretora de saúde e condições de trabalho Geral] saudaram os participantes.

A FETEC-CUT/SP foi representada na reunião pela diretora de saúde e condições de trabalho Rosângela Lorenzetti.

Além das dirigentes Cutistas, participaram do debate o secretário de Saúde do Município de São Paulo, Alexandre Padilha; Leandro Horie, economista do Dieese; e Armando De Negri, Médico Epidemiologista e representante do Fórum Social Mundial de Saúde.

Padilha criticou a atuação do governo ilegítimo de Michel Temer também na área da Saúde. “Esse golpe foi feito para destruir o Estado que nós refundamos com a Constituição de 1988. O SUS e o conjunto da seguridade social são o prato mais suculento desse golpe. O primeiro ataque ao SUS é político, pela plataforma que o SUS representa para a diversidade e a participação pública em sua construção. Nós não temos dimensão do que o SUS significa para a economia das famílias brasileiras”, disse o secretário, que foi ministro da Saúde na gestão da presidenta Dilma Rousseff.

Previdência

A discussão sobre a Previdência perpassou por toda a reunião do coletivo e foi aprofundada por Armando De Negri, que explicou o modelo brasileiro. “O financiamento da Previdência é tripartite. Parte da arrecadação vem do trabalhador e do empregador, a última parte da arrecadação vem do Estado, que tem uma participação fundamental, porque é quem equilibra a conta.”

Para o representante do Fórum Social Mundial de Saúde, uma reforma da Previdência não é necessária. “Pelo contrário, em um momento de crise, deveríamos fortalecer a seguridade social, não permitir que ela seja fragilizada como estão planejando.”

Leandro Horie, do Dieese, também criticou a proposta de alteração nas regras para aposentadoria. “A Previdência é um campo enorme para a entrada da iniciativa privada e o que eles querem é forçar essa entrada. É preciso saber que a previdência é superavitária e a Previdência brasileira não é um sistema de entrada e saída como se fosse caixa de banco. Hoje, nós transferimos recurso da seguridade para o orçamento fiscal, então não precisamos da reforma, basta cumprir a Constituição, porque o orçamento é superavitário”, finalizou o economista.

Fontes: FETEC-CUT/SP e CUT/SP

 
Fonte: FETEC-CUT/SP
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